Jornal da Band

Caiado busca apoio evangélico em SP e defende criminalização da misoginia

Pré-candidato do PSD participou de conferência ao lado de Gilberto Kassab e recebe sinalização positiva de líder religioso; projeto de lei também foi tema

SANDRO BARBOZA

21/04/2026 • 21:45 • Atualizado em 21/04/2026 • 21:45

O pré-candidato à presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, cumpriu agenda em São Paulo nesta terça-feira (21) com foco no eleitorado religioso. Acompanhado pelo presidente da legenda, Gilberto Kassab, o governador participou de uma conferência da Igreja Fonte da Vida, realizada em um clube na Zona Leste da capital. Durante o evento, o apóstolo César Augusto enalteceu a trajetória de Caiado, descrevendo-o como um "amigo de longa data".

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A aproximação marca a terceira denominação evangélica a sinalizar apoio ao projeto presidencial de Caiado. O pré-candidato tem ressaltado a importância estratégica desse segmento, afirmando que as lideranças religiosas possuem força decisiva no processo eleitoral. Embora tenha citado proximidade com a família Bolsonaro, o apóstolo César Augusto admitiu que estaria em uma "situação embaraçosa" caso não apoiasse o nome do PSD, dada a relação histórica entre ambos.

Defesa de direitos e articulações políticas

Após a agenda religiosa, Ronaldo Caiado reforçou seu posicionamento favorável ao projeto de lei que criminaliza a misoginia — definida como o ódio, desprezo ou preconceito direcionado a mulheres e meninas. O pré-candidato afirmou que sua gestão sempre priorizou a dignidade feminina e que apoia medidas que visem empoderar as mulheres e coibir qualquer tipo de agressão. "Toda campanha que vier para poder cada vez empoderar a mulher, para dar dignidade, para poder coibir agressão, eu me coloco favorável", declarou.

No campo das articulações partidárias, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, tratou com cautela a definição da chapa majoritária. Segundo ele, as negociações para a escolha do candidato a vice estão em andamento, mas o anúncio oficial deve ocorrer apenas entre o final de junho e julho. O objetivo, segundo Kassab, é encontrar um perfil que não apenas auxilie na vitória eleitoral, mas que possua competência para colaborar diretamente na gestão do governo.