O número de resgates por afogamento nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo registrou um crescimento expressivo durante o período de Carnaval. De acordo com dados oficiais, as corporações realizaram mais de 1.700 intervenções para salvamento de banhistas em 2026. No Rio de Janeiro, o índice triplicou em relação ao ano anterior, saltando de 556 ocorrências em 2025 para mais de 1.400 este ano. No litoral paulista, 348 pessoas precisaram ser resgatadas, com a maior concentração de casos na Baixada Santista.
O balanço das autoridades aponta que a combinação entre o consumo de bebidas alcoólicas e a negligência em relação às condições do mar foram os fatores determinantes para o aumento das estatísticas. Embora não exista uma estatística oficial detalhada sobre o perfil de todas as vítimas, os bombeiros identificam que homens jovens e turistas compõem a maioria dos envolvidos em situações de risco.
Fatores de risco e correntes de retorno
O Tenente-Coronel Fábio Contreiras, porta-voz do Corpo de Bombeiros, alerta que o consumo de álcool compromete diretamente as capacidades físicas necessárias para a natação, reduzindo o equilíbrio e os reflexos. Segundo o oficial, houve uma "falsa sensação de segurança" entre os banhistas, pois, mesmo com o mar aparentemente baixo, a intensidade das correntes de retorno estava elevada.
Monitoramento e sinalização nas praias
A prevenção depende diretamente da observação das sinalizações instaladas na areia. A repórter Laila Hallack ressalta que a bandeira vermelha indica alerta máximo (não entre na água), enquanto a amarela indica atenção. Relatos de banhistas, como o do estudante Kayke Menezes, reforçam a rapidez com que a correnteza pode arrastar uma pessoa, tornando fundamental o respeito às orientações de segurança e a presença de guarda-vidas.
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