Jornal da Band

Caso Banco Master: 8 executivos prestarão depoimento à PF nesta semana

Investigação sobre supostas irregularidades e conexões políticas entra em fase decisiva

Alex Gusmão
ALEX GUSMÃO

24/01/2026 • 20:50 • Atualizado em 24/01/2026 • 20:50

Resumo

Investigações da Polícia Federal sobre o Banco Master avançam com uma série de oitivas de oito executivos ligados ao Banco Master e ao Banco de Brasília (BRB), marcadas para ocorrer no Supremo Tribunal Federal (STF) para esclarecer operações financeiras e suposto envolvimento político.

Jurisdicionalidade do caso permanece no STF devido à suspeita de participação do deputado federal João Carlos Bacelar (PL), sendo relatado pelo ministro Dias Toffoli, cuja atuação recente causa incômodo entre delegados da PF e ministros, podendo levar o processo à primeira instância caso não se confirme o foro privilegiado.

Situação financeira do Banco Master é tratada pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), enquanto Daniel Vorcaro, proprietário do banco, admitiu em depoimento à PF que a instituição enfrenta crise de liquidez e dificuldades para cumprir compromissos imediatos.

A semana começa decisiva para o futuro das investigações envolvendo o Banco Master. A Polícia Federal (PF) dará continuidade ao inquérito com uma série de oitivas marcadas para ocorrer no Supremo Tribunal Federal (STF).

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O foco principal são os depoimentos de oito executivos ligados ao Banco Master e ao Banco de Brasília (BRB).

As audiências, que ocorrerão de forma presencial e por videoconferência, visam esclarecer as operações financeiras da instituição e o suposto envolvimento de figuras políticas no esquema.

Oitivas na PF

A Polícia Federal busca entender a complexa teia de relações que levou o Banco Master a uma crise de liquidez e suas tentativas de negociação com instituições públicas. Os oito executivos convocados deverão explicar detalhes sobre a gestão do banco e as tratativas com o BRB.

O caso está sob a jurisdição do Supremo devido à suspeita de envolvimento de autoridade com foro privilegiado: o deputado federal João Carlos Bacelar (PL).

No entanto, investigadores apontam que, caso fique comprovado que o parlamentar não está no centro das irregularidades, o STF pode enviar o processo para a primeira instância da Justiça Federal.

O relator do caso no STF é o ministro Dias Toffoli. Decisões recentes do ministro geraram incômodo nos bastidores da Corte e entre delegados da PF, que reclamam de limitações nas atribuições investigativas dentro do processo.

Para alguns ministros, a descida do processo para a primeira instância seria uma "saída honrosa" para o tribunal.

Crise de liquidez e pagamentos do FGC

Enquanto a investigação policial avança, a situação financeira do banco segue sendo saneada pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, admitiu em depoimento à PF que a instituição enfrentava problemas de liquidez — ou seja, falta de dinheiro em caixa para honrar compromissos imediatos.

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