Jornal da Band

Caso Henry Borel: Depoimento de Monique Medeiros abrirá o nono dia de júri

A última testemunha do caso foi ouvida nesta segunda-feira (1º); ao todo, foram 22 pessoas ouvidas até agora

Da redação
DA REDAÇÃO

01/06/2026 • 20:54 • Atualizado em 01/06/2026 • 20:54

Henry Borel

Henry Borel

Reprodução/Band

O depoimento de Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, abrirá o nono dia de julgamento sobre a morte do menino, que acontece nesta terça-feira (2), no Rio de Janeiro. Ela é uma das acusadas de envolvimento na morte da criança, em maio de 2021, quando Henry tinha 4 anos.

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Além dela, também está sendo julgado, desde a semana passada o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho. Ele deve ser o último a depor, antes de começar os debates entre acusação e defesa. Antes dos acusados, foram ouvidas 22 testemunhas.

O julgamento de Jairo e Monique já é o mais longo do Rio de Janeiro em 18 anos, desde que as regras do Tribunal do Júri foram alteradas em 2008. O caso supera o da ex-deputada Flordelis, condenada a 50 anos pela morte do marido, o pastor Anderson do Carmo.

Nesta segunda-feira, os jurados ouviram o perito Leonardo Huber Tauil, do Instituto Médico-Legal (IML), o médico Jefferson Evangelista Corrêa e o psiquiatra Hewdy Lobo Ribeiro. Monique deixou o plenário quando foram mostradas fotos do corpo de Henry durante depoimento do perito.

Próximos passos

Após todos os depoimentos, o Ministério Público terá duas horas e meia para fazer a acusação. As defesas falam em seguida, com até duas horas e meia para cada. Depois, pode haver réplica da acusação, com até duas horas de duração, e a tréplica das defesas, em até duas horas.

A previsão é que o julgamento se encerra nesta semana. Nesta segunda-feira, uma carreata com pedidos de Justiça saiu do edifício Majestic, na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio, onde o crime teria ocorrido, em direção à sede do Tribunal de Justiça, onde o julgamento acontece.

No domingo (31), a babá Thayná de Oliveira Ferreira afirmou que foi orientada por Monique a apagar mensagens e omitir informações após a morte da criança. Thayná disse ter presenciado ao menos três episódios em a criança reclamou de dores após ficar sozinha com Jairinho.