Jornal da Band

Caso Henry Borel: Jairinho tinha histórico violento, diz testemunhas

Depoimentos de ex-namoradas e colaboradoras detalham comportamento agressivo do ex-vereador; uma advogada foi retirada do plenário por suspeita de irregularidade

LAILA HALLACK

28/05/2026 • 19:33 • Atualizado em 28/05/2026 • 19:36

O quarto dia do júri do caso Henry Borel foi marcado por relatos contundentes que reforçam o histórico de violência atribuído ao ex-vereador e padrasto do menino, Jairinho. Durante as oitivas desta quinta-feira (28), testemunhas descreveram um padrão de comportamento agressivo, manipulação e ameaças que teriam ocorrido em relacionamentos passados do réu.

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Um dos depoimentos mais impactantes foi o de Kaylane Pereira. Hoje maior de idade, ela relatou aos jurados que sofreu agressões físicas, incluindo socos e chutes, por parte de Jairinho quando tinha entre 3 e 6 anos de idade, período em que ele namorava sua mãe.

A mãe de Kaylane, Natasha Machado, também prestou depoimento. Ela descreveu ter vivido um relacionamento tóxico, marcado por episódios de manipulação e perseguições por parte de Jairinho após a separação. Débora Saraiva, outra ex-namorada do réu, corroborou a narrativa ao relatar agressões que ela e seu filho sofreram durante o período em que estiveram juntos.

Uma das colaboradoras domésticas que trabalhou na residência do ex-vereador também está sendo ouvida. Devido ao temor de represálias, a testemunha solicitou depor sem a presença dos réus no ambiente, procedimento acatado pelo juiz para preservar a integridade da depoente.

Incidentes no plenário

Além das oitivas, o andamento do julgamento foi interrompido por um incidente envolvendo a conduta da defesa. Uma advogada foi retirada do plenário após ser flagrada tentando observar as anotações feitas pelos jurados, o que é proibido pelas normas do tribunal.

Os trabalhos do júri continuam nesta sexta-feira (29), quando está previsto o depoimento de Leniel Borel, pai de Henry. A expectativa é que o relato traga novos elementos sobre os momentos que antecederam a morte do menino.