Jornal da Band

Governo de SP notifica usuários de celulares roubados para devolução

Nova fase do programa SP Mobile envia alertas para 700 pessoas que ativaram aparelhos com queixa de furto ou roubo; quem não devolver o celular pode responder por receptação

Da redação
DA REDAÇÃO

03/09/2025 • 19:42 • Atualizado em 03/09/2025 • 19:42

O governo de São Paulo iniciou uma nova fase de combate ao mercado de celulares roubados. Através do programa SP Mobile, a Secretaria de Segurança Pública está notificando 700 pessoas que atualmente utilizam aparelhos com registro de furto ou roubo. Os alertas são enviados diretamente aos dispositivos e dão um prazo de três dias úteis para a devolução voluntária em uma delegacia.

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A medida visa fechar o cerco contra a receptação e desestimular a compra de produtos de origem ilícita, que alimenta a cadeia do crime. As notificações são resultado de um cruzamento de dados entre os boletins de ocorrência registrados pelas vítimas e as informações das operadoras de telefonia, que permitem à polícia identificar quem ativou um novo chip em um aparelho com queixa criminal.

Segundo as autoridades, muitas das pessoas que recebem o alerta podem não saber que adquiriram um celular proveniente de crime. No entanto, a recusa em devolver o aparelho após a notificação pode levar o portador a responder criminalmente por receptação.

Imagens de câmeras de segurança na zona sul de São Paulo ilustram a violência desses crimes. Em um dos casos, uma jovem, em uma atitude arriscada para escapar de um assalto, arremessa o próprio celular para dentro do portão de uma casa.

Os criminosos, que estavam em uma motocicleta, fogem levando o aparelho da amiga que a acompanhava. Em outra ocorrência na mesma região, um homem que passeava com seu cachorro é encurralado por bandidos e tem o celular levado.

Como funciona o programa SP Mobile

O programa SP Mobile foi criado para coibir o roubo e o furto de celulares, um dos crimes mais comuns no estado. A estratégia da Secretaria de Segurança Pública, coordenada pelo delegado Rodolfo Latif Sebba, do Núcleo Estratégico Interdisciplinar, foca em rastrear os aparelhos e responsabilizar quem os compra, sufocando o mercado paralelo que lucra com as ações dos ladrões.

Grande parte dos celulares roubados é revendida em centros de comércio popular, muitas vezes após terem seus sistemas operacionais adulterados. Ao mirar nos compradores, a polícia busca interromper esse ciclo.

Desde o início de suas operações, em junho, o programa já possibilitou a recuperação de aproximadamente 3.500 celulares em todo o estado. A reportagem de Rodrigo Hidalgo informa que, além das notificações, a nova fase do programa prevê a realização de diligências em diversos endereços para recuperar os dispositivos.

As autoridades reforçam a importância de as vítimas registrarem o boletim de ocorrência, pois é a partir desse documento que a polícia pode iniciar o rastreamento do aparelho e identificar os responsáveis.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.