O governo de São Paulo iniciou uma nova fase de combate ao mercado de celulares roubados. Através do programa SP Mobile, a Secretaria de Segurança Pública está notificando 700 pessoas que atualmente utilizam aparelhos com registro de furto ou roubo. Os alertas são enviados diretamente aos dispositivos e dão um prazo de três dias úteis para a devolução voluntária em uma delegacia.
A medida visa fechar o cerco contra a receptação e desestimular a compra de produtos de origem ilícita, que alimenta a cadeia do crime. As notificações são resultado de um cruzamento de dados entre os boletins de ocorrência registrados pelas vítimas e as informações das operadoras de telefonia, que permitem à polícia identificar quem ativou um novo chip em um aparelho com queixa criminal.
Segundo as autoridades, muitas das pessoas que recebem o alerta podem não saber que adquiriram um celular proveniente de crime. No entanto, a recusa em devolver o aparelho após a notificação pode levar o portador a responder criminalmente por receptação.
Imagens de câmeras de segurança na zona sul de São Paulo ilustram a violência desses crimes. Em um dos casos, uma jovem, em uma atitude arriscada para escapar de um assalto, arremessa o próprio celular para dentro do portão de uma casa.
Os criminosos, que estavam em uma motocicleta, fogem levando o aparelho da amiga que a acompanhava. Em outra ocorrência na mesma região, um homem que passeava com seu cachorro é encurralado por bandidos e tem o celular levado.
Como funciona o programa SP Mobile
O programa SP Mobile foi criado para coibir o roubo e o furto de celulares, um dos crimes mais comuns no estado. A estratégia da Secretaria de Segurança Pública, coordenada pelo delegado Rodolfo Latif Sebba, do Núcleo Estratégico Interdisciplinar, foca em rastrear os aparelhos e responsabilizar quem os compra, sufocando o mercado paralelo que lucra com as ações dos ladrões.
Grande parte dos celulares roubados é revendida em centros de comércio popular, muitas vezes após terem seus sistemas operacionais adulterados. Ao mirar nos compradores, a polícia busca interromper esse ciclo.
Desde o início de suas operações, em junho, o programa já possibilitou a recuperação de aproximadamente 3.500 celulares em todo o estado. A reportagem de Rodrigo Hidalgo informa que, além das notificações, a nova fase do programa prevê a realização de diligências em diversos endereços para recuperar os dispositivos.
As autoridades reforçam a importância de as vítimas registrarem o boletim de ocorrência, pois é a partir desse documento que a polícia pode iniciar o rastreamento do aparelho e identificar os responsáveis.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
Fique bem informado!
Receba gratuitamente as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail
Escolha quais newsletters quer receber

