
Compras online internacionais
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A liberação de dopamina no cérebro atua como a principal causadora do vício em compras virtuais. Conhecida como o hormônio da felicidade, a substância estimula o sistema de recompensa cerebral e gera sensações imediatas de bem-estar ao simular ou efetuar aquisições na internet.
A ação biológica funciona como a construção de vias de comunicação entre os neurônios. A dopamina conecta essas estruturas e produz um alívio momentâneo no indivíduo. No entanto, a busca constante por esse prazer rápido desperta comportamentos compulsivos que provocam prejuízos financeiros e psicológicos em pessoas predispostas.
A psicóloga Tânia Couto explica que o estímulo dopaminérgico em consumidores compulsivos antecipa o prazer no momento em que o indivíduo imagina a posse do item. Ela detalha que o desejo não se limita à utilidade do produto, mas se concentra na expectativa criada em torno do ato de comprar.
A intensidade desse gatilho levou ao surgimento de serviços digitais voltados a simular o processo de consumo sem a cobrança financeira. Um site coreano criou uma plataforma que reproduz a interface de um aplicativo de entregas de refeições. O sistema permite escolher pratos, colocá-los no carrinho e rastrear o pedido fictício para saciar a busca por recompensa sem gerar custos reais ao usuário.
Relatos de pacientes em acompanhamento terapêutico ilustram como o hábito se instala na rotina. A professora de dança Luciana Mallon afirma que a aquisição frequente de acessórios gerava quadros temporários de alegria que resultavam em acúmulo desnecessário de objetos e transtornos pessoais.
Especialistas reforçam que a compulsão não decorre de falta de vontade, mas de fatores neurobiológicos, comportamentais e emocionais. O controle do quadro exige tratamento especializado por meio de consultas psiquiátricas e avaliações neuropsicológicas.
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