Jornal da Band

Congresso dos EUA cobra investigação independente a ataque a escola no Irã

Bombardeio que matou mais de 160 pessoas, incluindo crianças, gera pressão política em Washington; munição americana foi identificada

EDUARDO BARÃO

10/03/2026 • 20:02 • Atualizado em 10/03/2026 • 20:02

Cresce no Congresso dos Estados Unidos a pressão por uma investigação independente sobre o bombardeio contra uma escola em Minab, na província de Hormozgan, a 1.369 km da capital iraniana.

Compartilhar

O ataque ocorreu no início das ofensivas contra o país e resultou na morte de mais de 160 pessoas, entre elas dezenas de crianças. Embora o exército americano negue a autoria do disparo, analistas da agência Reuters identificaram que o armamento utilizado foi um míssil Tomahawk, de fabricação e uso exclusivo dos EUA.

A escola atingida ficava localizada nas proximidades de uma base militar iraniana. A gravidade do incidente e a identificação da munição por especialistas internacionais levaram parlamentares americanos a exigir transparência e uma apuração rigorosa sobre as circunstâncias do ataque, que intensificou a crise humanitária e diplomática na região.

Animação em Lego responsabiliza Trump

Enquanto as pressões políticas aumentam em Washington, o governo iraniano utiliza a imprensa estatal para uma guerra de narrativas. O regime divulgou uma animação em formato de Lego que reproduz o ataque à escola de forma provocativa, responsabilizando diretamente o presidente Donald Trump pelo bombardeio.

O vídeo coloca o regime iraniano como o "grande vitorioso" da guerra e exibe simulações de retaliações contra países vizinhos. Além do tom propagandístico, a animação destaca o pânico no mercado financeiro global causado pela disparada no preço do petróleo. A estratégia audiovisual tenta inflamar o sentimento nacionalista no Irã em meio ao luto pelas vítimas da tragédia.