
Ataque em escola de Minab
Reprodução/X/@mehrnews_ir
O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos pediu, nesta terça-feira (3), uma investigação sobre o bombardeio a uma escola infantil de meninas no Irã. Ao todo, o ataque deixou 165 mortos.
O colégio de ensino primário Shajareh Tayyebeh, na província de Hormozgan, foi atacado no sábado (28) em um incidente que o Irã qualificou como "ato bárbaro" e culpou Israel pela morte de dezenas de estudantes, professores e também pais das meninas.
O alto comissário da ONU para os direitos humanos, Volker Türk, pediu uma investigação "rápida, imparcial e exaustiva" do ataque à escola, lembrando que os ataques dirigidos contra civis ou bens de caráter civil, assim como os indiscriminados, "podem equivaler a crimes de guerra".
Israel rejeita as acusações e responsabiliza a Guarda Revolucionária do Irã pelo incidente. O Secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que as tropas americanas não atacariam a escola deliberadamente.
Nesta terça-feira, o funeral das meninas, pais e professores que morreram no ataque reuniu centenas de pessoas em Minab.
Os presentes participaram do ato em meio a lágrimas, com fotos das meninas e carregando os caixões de madeira cobertos com bandeiras do Irã, que foram enterrados em mais de uma centena de covas escavadas em uma ampla zona do cemitério da cidade.

