Jornal da Band

De Washington a São Paulo: presidenciáveis têm dia cheio de agendas

Flávio Bolsonaro busca encontro com Trump em meio à crise, enquanto Zema e Caiado cobram explicações do candidato; Lula critica uso de IA nas eleições

Da redação
DA REDAÇÃO

25/05/2026 • 20:10 • Atualizado em 25/05/2026 • 20:10

Flávio Bolsonaro tentará agenda com Trump nos EUA

Flávio Bolsonaro tentará agenda com Trump nos EUA

REUTERS/Mateus Bonomi

A segunda-feira (25) dos pré-candidatos à Presidência da República foi movimentada. O candidato do PL, Flávio Bolsonaro, desembarcou em Washington em busca de uma reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Aliados do senador esperavam que o encontro acontecesse nesta terça, mas a Casa Branca não confirmou a agenda oficialmente até a publicação deste texto.

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A viagem ocorre em meio à crise aberta pela divulgação de um áudio em que o senador pede dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Para tentar estancar o desgaste, o PL anunciou a troca do marqueteiro da campanha, com a contratação de Alexandre Oltramari.

O presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, reafirmou que Flávio é o candidato do partido à Presidência e descartou qualquer possibilidade de substituição. Segundo o líder da legenda, a madrasta de Flávio, Michelle Bolsonaro, "está fora de questão".

Zema e Caiado cobram explicações

Os demais pré-candidatos de centro-direita não pouparam críticas. Romeu Zema, do Novo, concedeu entrevista exclusiva ao Jornal Gente, na Bandeirantes e na BandNews TV, e foi direto ao ponto. "Nós fomos surpreendidos. É uma decepção muito grande. Então, ele deve explicações. Não ficou claro pra mim, pelo menos", afirmou o ex-governador de Minas Gerais. "Eu não posso ficar calado com relação a alguém que se envolve com banqueiro bandido", completou.

Zema também falou sobre segurança pública. O pré-candidato defendeu mudanças na legislação penal, como a redução da maioridade e o endurecimento das audiências de custódia. Ele defendeu ainda maior autonomia para os estados numa eventual revisão do marco legal do setor.

Ronaldo Caiado, pré-candidato pelo PSD, adotou um tom mais cauteloso, mas também sinalizou insatisfação. "Até o momento, os argumentos que ele trouxe não foram convincentes. Caberá a ele o direito de explicação dos fatos", disse o ex-governador de Goiás. Caiado fez questão de afastar qualquer oportunismo político: "Não farei pré-julgamento. Mas o mais importante, neste momento, é não fazer o jogo que o PT quer. Mantemos a centro-direita unida."

Após a entrevista na Band, Zema e Caiado participaram juntos do evento de abertura do ciclo "O Brasil que Queremos", promovido pela Amcham (Câmara Americana de Comércio para o Brasil) na sede da entidade, em São Paulo.

O encontro reuniu lideranças empresariais de diferentes setores e resultou na entrega de um documento com demandas aos pré-candidatos, entre elas maior segurança tributária e ampliação da comunicação com o mercado comercial global.

Lula critica IA nas eleições

Em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou de um evento sobre educação e voltou a criticar o uso da inteligência artificial na campanha eleitoral. "Por que não utilizamos a inteligência artificial para fazer uma coisa concreta além das maldades que se faz nas campanhas políticas?", questionou.

Para o presidente, o cenário atual representa uma ameaça à soberania: "O colonialismo digital é uma ameaça real e imediata. Nas mãos de poucos países e poucas empresas, os algoritmos se transformaram em instrumento de dominação."