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Brasil

Defesa de Marco Buzzi nega acusações de assédio e entrega documentos ao CNJ

Afastado do STJ, o magistrado Marco Buzzi é investigado por importunação sexual contra uma jovem e assédio contra ex-assessora; defesa prévia foi entregue

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27/02/2026 19:46 • Atualizado há 239 dias

Defesa de Marco Buzzi nega acusações de assédio e entrega documentos ao CNJ

A defesa do ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), entregou a defesa prévia ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no processo que apura denúncias de assédio sexual e importunação. O magistrado nega integralmente todas as acusações apresentadas contra ele. Atualmente, Buzzi está afastado de suas funções na Corte por determinação oficial enquanto as investigações avançam em diferentes esferas jurídicas.

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O caso envolve duas frentes principais de denúncias. A primeira refere-se a uma acusação de importunação sexual contra uma jovem de 18 anos, amiga da família do magistrado, que teria ocorrido em uma praia no estado de Santa Catarina.

O segundo relato parte de uma ex-funcionária de seu gabinete no STJ, que acusa o ministro de assédio sexual durante o período em que trabalhavam juntos.

Procedimentos disciplinares e foro privilegiado

Diante da gravidade dos relatos, o STJ instaurou uma sindicância interna para apurar a conduta do ministro no ambiente de trabalho. Paralelamente ao processo administrativo no CNJ, Marco Buzzi é alvo de uma investigação criminal que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). A competência do STF para o caso se dá em razão do foro privilegiado detido por ministros de tribunais superiores.

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Os advogados de defesa buscam rebater os depoimentos colhidos até o momento, sustentando a inocência do magistrado e questionando a fundamentação das provas apresentadas pelas vítimas. A entrega da defesa prévia é um passo fundamental para que o CNJ decida se abrirá um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), que pode resultar em sanções que variam de advertência à aposentadoria compulsória.

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