Jornal da Band

Dinamarca pede perdão por programa de contracepção forçada na Groenlândia

Governo dinamarquês reconhece programa que, entre os anos 60 e 90, forçou mais de 4 mil mulheres indígenas a implantarem contraceptivos e anuncia fundo de indenização

Da redação
DA REDAÇÃO

25/09/2025 • 20:36 • Atualizado em 25/09/2025 • 20:36

Mette Frederiksen, primeira-ministra da Dinamarca

Mette Frederiksen, primeira-ministra da Dinamarca

Ritzau Scanpix/Mads Claus Rasmussen/via REUTERS

O governo da Dinamarca pediu perdão às mulheres da Groenlândia vítimas de um programa de contracepção forçada que ocorreu entre as décadas de 1960 e 1990. A primeira-ministra Mette Frederiksen, durante viagem oficial à ilha, classificou o episódio como um “capítulo sombrio”.

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A Groenlândia é uma região autônoma, mas pertence ao Reino da Dinamarca desde o século passado. Durante o programa, mais de 4 mil mulheres e adolescentes indígenas foram obrigadas a receber contraceptivos, como parte de uma campanha para reduzir a taxa de natalidade da população local.

O caso veio à tona em 2022 por meio de reportagens da imprensa, o que levou à abertura de uma investigação oficial.

Além do pedido de desculpas, a primeira-ministra anunciou a criação de um fundo destinado a indenizar as vítimas do programa coercitivo, reconhecendo formalmente o dano causado por décadas de políticas reprodutivas forçadas.