Jornal da Band

Economia brasileira volta a crescer no início do ano

Dados do Banco Central mostram recuperação após estagnação em 2023, mas inflação e endividamento limitam projeções para o restante do ano

Por Redação
REDAÇÃO

16/04/2026 • 22:55 • Atualizado em 16/04/2026 • 22:55

Juliana Rosa
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A economia brasileira registrou uma retomada no ritmo de crescimento nos primeiros meses de 2024, após enfrentar um período de estagnação no segundo semestre do ano passado. Dados do Banco Central indicam que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) avançou 0,8% em janeiro e 0,6% em fevereiro, sinalizando uma aceleração na produção e no consumo nacional.

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O principal motor dessa recuperação é o mercado de trabalho, que permanece aquecido. Esse dinamismo refletiu diretamente no aumento das vendas do comércio, no setor de serviços e na produção industrial. Além disso, o início do ano foi beneficiado pelo desempenho da agropecuária, impulsionado pelo período de colheita.

Obstáculos ao crescimento e análise de cenário

Apesar dos números positivos recentes, a expectativa para os próximos meses é de desaceleração. Segundo a análise de Juliana Rosa, o cenário internacional apresenta riscos significativos, especialmente devido ao conflito entre Estados Unidos e Irã. A tensão geopolítica pressiona os preços de itens essenciais, como combustíveis e alimentação, o que pode impactar a inflação doméstica.

Internamente, o endividamento das famílias surge como o principal limitador da expansão econômica. Dados da consultoria Tendências mostram que a renda disponível do brasileiro — o que sobra após o pagamento de despesas essenciais — é atualmente a menor desde 2011. Com uma renda média nacional próxima a R$ 2 mil, o impacto dos juros altos e da inflação torna o endividamento um desafio estrutural.

Projeções para o encerramento do ano

Para Juliana Rosa, embora o programa de renegociação de dívidas do governo federal possa oferecer algum fôlego ao consumo, as projeções gerais permanecem cautelosas. O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano deve ficar abaixo de 2%, um desempenho inferior ao registrado no ano anterior.

O cenário desenhado aponta que a economia voltou a acelerar, mas enfrenta um "teto" imposto pela perda do poder de compra e pelo custo do crédito, fatores que devem ditar o ritmo da atividade econômica no segundo semestre.

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