Jornal da Band

Escolas dos EUA processam big techs e cobram indenização por gastos com saúde mental de alunos

Distritos escolares dos EUA alegam que redes sociais pioraram crise de saúde mental de jovens e exigem ressarcimento por custos com apoio psicológico

Da redação
DA REDAÇÃO

26/11/2025 • 20:46 • Atualizado em 26/11/2025 • 20:46

Redes sociais são processadas nos EUA

Redes sociais são processadas nos EUA

Reprodução/Band

Distritos escolares nos Estados Unidos entraram com uma ação judicial contra as grandes empresas de tecnologia, as big techs, cobrando indenização pelos gastos que tiveram com apoio psicológico a alunos afetados pelo uso das redes sociais.

Compartilhar

As ações são direcionadas à Meta (responsável por WhatsApp, Instagram e Facebook), YouTube, Snapchat e TikTok. A acusação alega que as empresas sabiam há muito tempo dos riscos que seus produtos causavam a usuários jovens, mas priorizaram o design para estimular o uso contínuo das plataformas.

Estudo da Meta sobre ansiedade foi cancelado

Os dados que sustentam parte da acusação vieram à tona recentemente. Em 2020, um estudo interno da Meta, chamado de Projeto Mercury, havia descoberto que pessoas que desativaram o Facebook por uma semana se sentiram menos ansiosas, deprimidas e solitárias. No entanto, o levantamento nunca foi revelado publicamente e a Meta cancelou o estudo.

Segundo as escolas, os aplicativos pioraram a crise de saúde mental dos jovens. Entre os elementos das plataformas apontados no processo estão as notificações constantes e os filtros que reforçam comparações sociais.

As escolas alegam que, em decorrência do uso desenfreado das redes sociais pelos alunos, tiveram que aumentar os investimentos em apoio psicológico e, por isso, exigem o ressarcimento desses custos pelas big techs.

Empresas negam acusações

As empresas do setor negam as acusações. A Meta se defende, afirmando que o Projeto Mercury foi interrompido devido a um erro na metodologia da pesquisa. A companhia acrescenta que suas plataformas já oferecem diversas ferramentas de segurança para os usuários.

A primeira audiência sobre o caso será realizada em janeiro, em um tribunal da Califórnia. O processo reacende o debate sobre o papel das redes sociais na saúde mental de milhões de jovens.

Tópicos relacionados