Uma parceria entre cientistas, engenheiros e arquitetos busca aumentar a resistência de construções brasileiras contra eventos climáticos extremos, como os temporais severos, ventos fortes e tornados. Um dos laboratórios de pesquisa mais avançados do país fica no Rio Grande do Sul.
Os temporais severos se tornaram uma rotina, acompanhados de muita chuva e ventos fortes que causam grande destruição. U
m exemplo de sua potência foi registrado em Rio Bonito do Sul, no Paraná, quando um tornado "super potente" destruiu a cidade, com ventos que passaram dos 300 km/h e resultaram na morte de sete pessoas.
Sul é a região mais afetada por tornados
A Região Sul do Brasil é a que mais registra esse tipo de fenômeno. Segundo dados da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), no ano passado, dos 28 tornados que atingiram o país, 23 ocorreram na região Sul.
Para compreender os efeitos destrutivos da ventania nas construções, pesquisadores utilizam túneis de vento que simulam o vento natural. Estes equipamentos são capazes de gerar rajadas que podem chegar a 200 km/h.
Os testes são realizados no Laboratório de Aerodinâmica e Construções da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre. A repórter Gabriela Lerina relata que os estudos no local estão avançados e utilizam mini-cidades para os testes. A missão da pesquisa é descobrir a melhor forma de erguer edifícios, pontes e prédios que sejam mais resistentes aos impactos do clima.
O trabalho realizado no laboratório da UFRGS já resultou na emissão de cerca de 600 laudos para edificações, incluindo projetos internacionais. O objetivo é integrar a ciência do clima com a engenharia civil e a arquitetura para garantir a segurança das estruturas frente aos ventos extremos.
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