Jornal da Band

Em meio a tensão, EUA enviam avião capaz de carregar mísseis para a Venezuela

Aeronave carrega mísseis para diferentes tipos de missões e atinge até 2 mil quilômetros por hora, aumenta a presença militar nas proximidades da

EDUARDO BARÃO

05/09/2025 • 19:51 • Atualizado em 05/09/2025 • 19:51

Trump durante anuncio de "tarifaço"

Trump durante anuncio de "tarifaço"

Carlos Barria/Reuters

Aumenta a tensão entre Estados Unidos e Venezuela. Com o pretexto de combater o tráfico de drogas, o presidente americano Donald Trump mobiliza mais forças no Caribe, enquanto o ditador Nicolás Maduro convoca milícias armadas.

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Território americano no Caribe, a ilha de Porto Rico foi o local escolhido pelo governo Trump para servir como base dos modernos caças F-35. O avião, que carrega mísseis para diferentes tipos de missões e atinge até 2 mil quilômetros por hora, aumenta a presença militar nas proximidades da Venezuela.

O envio dos caças acontece um dia depois que jatos militares da Venezuela sobrevoaram um navio dos Estados Unidos.

Desde o mês passado, o Pentágono deslocou para o Mar do Caribe 4.500 fuzileiros navais, sete embarcações de guerra e um submarino nuclear, além de aviões espiões, com o objetivo de combater cartéis de drogas na América Latina.

Operação mata 11 pessoas

A primeira operação foi nesta semana: um ataque contra uma embarcação — que segundo o Pentágono — era usada por traficantes venezuelanos. Onze pessoas morreram.

Em meio à tensão, mais uma medida polêmica: Trump assinou no fim da tarde o decreto que altera o nome do Departamento de Defesa para Departamento de Guerra.

O presidente justificou que a pasta tem que se preocupar não só com a defesa do país, mas também com ataques contra inimigos. E que o novo nome passa uma mensagem de força e vitória. Apesar da vontade de Trump, a troca da nomenclatura precisará do aval do Congresso.

Em Caracas, o ditador Nicolás Maduro anunciou a mobilização de quase oito milhões de pessoas para compor a milícia armada que — segundo ele — defenderá a Venezuela de uma possível invasão americana.

Enquanto a tensão aumenta com a presença militar americana no Caribe, Donald Trump está de olho do outro lado do mundo. O desfile militar chinês causou descontentamento na Casa Branca.

Não só pelo avançado poderio militar apresentado pelas forças armadas da China. Mas também pela presença de importantes líderes do Oriente, como o russo Vladimir Putin e o indiano Narendra Modi.

Depois de dizer que o evento organizado pelo líder chinês, Xi Jinping, era uma conspiração contra os Estados Unidos, Donald Trump afirmou que — ao que parece — os americanos perderam a Índia e a Rússia para o que ele chamou de “a mais profunda e sombria China”.

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