Jornal da Band

Golpe do falso gerente usa tecnologia para mascarar números

Criminosos utilizam o "spoofing" para simular números oficiais de agências bancárias e roubar dados de vítimas; saiba como se proteger

Da redação
DA REDAÇÃO

10/03/2026 • 19:49 • Atualizado em 10/03/2026 • 19:49

Um alerta das instituições bancárias aponta para a sofisticação de um crime antigo, agora potencializado pela tecnologia: o golpe do falso gerente. Os criminosos utilizam uma técnica conhecida como "spoofing", que permite mascarar o número de telefone de origem, fazendo com que a chamada apareça no visor da vítima como se fosse o contato real do banco ou um número já salvo na agenda.

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A jornalista Juliana Guimarães, alvo da tentativa de fraude, relata que a abordagem é extremamente convincente. "Tão tentando invadir sua conta", disseram os golpistas, iniciando um diálogo para que ela "tomasse cuidado". O que mais chamou a atenção da vítima foi o fato de o número ser idêntico ao que ela já havia utilizado para falar com o banco diversas vezes.

O funcionamento do golpe e a técnica do "spoofing"

O roteiro seguido pelos criminosos é padronizado para gerar urgência e baixar a guarda do cliente. A abordagem geralmente segue estes passos:

  • Abordagem inicial: Os golpistas afirmam que o cliente sofreu algum prejuízo financeiro ou que há uma tentativa de invasão na conta.
  • Solicitação de dados: Sob o pretexto de uma "atualização de segurança", pedem dados pessoais e informações bancárias.
  • Execução financeira: Com as informações obtidas, realizam transferências via Pix e contratam empréstimos em nome da vítima.

Em casos mais extremos, os criminosos afirmam que o cartão foi clonado. Os golpistas chegam a combinar a ida de um motoboy à residência do cliente para recolher o cartão supostamente comprometido, assumindo assim o controle total da conta bancária.

Como se prevenir e identificar a fraude

A recomendação das autoridades financeiras é clara sobre os procedimentos de segurança. Raphael Mielle, diretor da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), reforça que a desconfiança é a melhor ferramenta de defesa.

Mielle enfatiza que os bancos nunca solicitam dados pessoais, senhas, chaves de segurança ou atualizações de sistema por telefone. Além disso, as instituições não pedem pagamentos para "estornar" transações ou realizam a retirada de cartões físicos na casa dos clientes. Caso o cliente receba uma ligação suspeita, a orientação é desligar imediatamente e procurar os canais oficiais de atendimento.

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