Jornal da Band

Homem quase morre após tomar comprimido de nova droga no interior de SP

Autoridades identificam três novas drogas no país; substância do grupo nitazeno é milhares de vezes mais potente que heroína

Da redação
DA REDAÇÃO

15/09/2025 • 18:52 • Atualizado em 15/09/2025 • 18:52

Três novas drogas são identificadas no Brasil

Três novas drogas são identificadas no Brasil

Reprodução/Band

Autoridades brasileiras identificam três novas drogas em circulação no país, entre elas uma substância altamente perigosa que já causou um caso grave em Campinas, no interior de São Paulo. Um homem precisou de atendimento médico emergencial após ingerir apenas um comprimido.

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Exames realizados pela Unicamp confirmaram o consumo de N-Pirrolidino Protonitazeno, derivado do grupo nitazeno, considerado extremamente potente.

A droga foi detectada nove meses depois da primeira apreensão de nitazeno no Brasil. Em dezembro de 2024, a Polícia Federal encontrou o entorpecente em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. Segundo investigações, a substância era usada em laboratórios clandestinos para potencializar outras drogas.

De acordo com especialistas, o princípio ativo do nitazeno é mil vezes mais potente que a heroína e 20 vezes mais forte que o fentanil, anestésico utilizado em procedimentos cirúrgicos.

Potência e riscos das novas substâncias

O caso em Campinas acendeu o alerta das autoridades de saúde. Médicos afirmam que o N-Pirrolidino Protonitazeno pode provocar intoxicação grave mesmo em doses mínimas. A ingestão leva a um estado de sedação intensa e pode ser fatal em poucos segundos.

Além do nitazeno e de sua nova variação, o Sistema Federal de Alerta Rápido sobre Drogas constatou a entrada de outros dois tipos de triptaminas no país. Essas substâncias têm efeito alucinógeno e já foram incluídas na lista de drogas proibidas pela Anvisa.

A descoberta reforça a preocupação com a chegada de compostos sintéticos inéditos ao mercado ilegal brasileiro. Para especialistas, a alta potência dessas drogas representa risco imediato de morte, especialmente pelo desconhecimento dos usuários em relação à quantidade consumida.

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