Jornal da Band

Homem que matou namorada e a colocou em mala tem pena aumentada por juíza

Magistrada afirmou que não tem bola de cristal para adivinhar o que o acusado faria se fosse solto novamente

Da redação
DA REDAÇÃO

08/09/2025 • 20:10 • Atualizado em 08/09/2025 • 20:10

A polícia confirmou, nesta segunda-feira (8), a identidade da mulher esquartejada pelo companheiro e deixada numa mala em Porto Alegre. O assassino já tinha sido condenado pela morte da própria mãe, mas fugiu depois de ir para o regime semiaberto.

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A juíza que autorizou a progressão de pena culpou os laudos psicológicos e disse que não tem bola de cristal para adivinhar o que ele ia fazer na rua.

“Ele deveria ter passado por um exame para avaliar a periculosidade dele quando iniciasse o cumprimento da pena, só que isso não acontece. Apesar de haver previsão legal, não acontece. Só se eu tivesse uma bola de cristal, como é que eu vou saber o que ele vai fazer na rua?”, disse.

Ricardo Jardim, 66 anos, foi preso por matar e esquartejar uma mulher com quem mantinha um relacionamento há seis meses. Em 2015, ele matou e concretou o corpo da própria mãe num armário.

A condenação veio em 2018: 28 anos. Cumpriu nove. E recebeu o direito ao semiaberto. Mas não havia vagas nem tornozeleira eletrônica. Ricardo se tornou um foragido da justiça.

A juíza Sonali da Cruz, responsável pela progressão de pena, justificou o semiaberto com base no tempo em que o condenado passou na prisão, além dos laudos feitos por uma psicóloga e uma assistente social.

Não havia nada que contraindicasse a progressão de regime para o semiaberto, nada. Para eu dizer que ele não ia progredir eu ia ter que inventar alguma coisa porque eu não tinha no que me basear e como fundamentar uma negativa de progressão.

O Jornal da Band teve acesso aos laudos que apontam que Ricardo não apresentou sinais de comprometimento da saúde mental. Ele lamentou o que fez e se mostrou conformado com a pena.

Questionada novamente sobre como esse homem pôde voltar à sociedade, a juíza apontou falhas no acompanhamento durante a prisão.

Depois de comparar o DNA de um parente, a polícia revelou a identidade da vítima esquartejada. A mulher se chamava Brasília da Costa, tinha 65 anos e trabalhava como manicure. A perícia ainda analisa se restos mortais encontrados no Guaíba no fim de semana também são da vítima.

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