O conflito entre Estados Unidos e Irã completou 90 dias nesta quinta-feira (29) sem uma definição clara de trégua. O dia começou com otimismo após a imprensa americana noticiar que negociadores dos dois países teriam chegado a um consenso sobre um memorando que ampliaria o cessar-fogo por 60 dias e que dependia apenas do aval do presidente Donald Trump.
À tarde, porém, a mídia estatal iraniana deu outra versão: o rascunho do acordo não foi finalizado, e o Irã notificará o Paquistão, que atua como mediador, assim que isso acontecer.
Durante a madrugada, antes do otimismo momentâneo, o Irã lançou drones contra uma base aérea americana no Kuwait, em resposta a ataques dos Estados Unidos realizados nos últimos dias próximo ao porto de Bandar Abbas, no sul iraniano.
Segundo a imprensa americana, o memorando em negociação prevê, além da nova trégua de 60 dias, a retomada da navegação comercial pelo Estreito de Ormuz sem cobrança de pedágio por parte do Irã. O regime islâmico teria ainda 30 dias para remover as minas instaladas na rota marítima. Em contrapartida, os Estados Unidos suspenderiam o bloqueio naval aos portos iranianos.
Nas últimas semanas, Trump afirmou que não tinha pressa para fechar o acordo. A expectativa agora é saber se o cessar-fogo prolongado vai de fato sair do papel.
A principal barreira para um entendimento definitivo segue sendo o programa nuclear iraniano. Washington exige que o Irã encerre o enriquecimento de urânio e entregue suas reservas de combustível nuclear. Teerã recusa, sustentando que o programa tem fins pacíficos e não visa à produção de uma bomba atômica.
