Os Estados Unidos e o Irã decidiram estender o cessar-fogo por mais 60 dias. O período seria utilizado para definir os acordos de negociações sobre o programa nuclear iraniano. A informação foi divulgada pela agência de notícias Axios.
O acordo também deve prever o retorno da circulação de embarcações pelo Estreito de Ormuz. Não há mais detalhes sobre esse acordo. O governo dos Estados Unidos ainda não confirmou o cessar-fogo.
Novos ataques
Nesta semana, os ataques foram retomados. O Irã voltou a bombardear bases militares americanas nos países do Golfo Pérsico nesta quinta-feira (28). O Kuwait foi uma das regiões atingidas e criticou o Irã. O governo iraniano não confirmou o ataque no Kuwait.
Os Estados Unidos confirmaram, na quarta-feira (27), a realização de novos ataques contra alvos militares no Irã. A informação foi repassada à agência de notícias Reuters por uma fonte oficial do alto escalão do governo americano. Segundo o relato, a ofensiva teve como foco uma instalação militar que, segundo o Pentágono, representava uma ameaça direta às forças dos EUA na região e ao tráfego comercial no estratégico Estreito de Ormuz.
Além do bombardeio, o Exército norte-americano informou ter interceptado e destruído quatro drones que teriam sido lançados por forças iranianas na mesma área. A ação reforça o cenário de volatilidade na região, que atravessa um período de incertezas em meio a diversas tentativas diplomáticas para a negociação de um acordo de paz.
Estreito de Ormuz
O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais importantes do planeta. Localizado no Oriente Médio, ele liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, servindo como única saída marítima para o Mar Arábico e, consequentemente, para o Oceano Índico. Por essa posição estratégica, o estreito é considerado um dos principais “pontos de estrangulamento” do comércio global de energia.
A relevância do Estreito de Ormuz está diretamente ligada ao petróleo e ao gás natural. Estimativas de agências internacionais indicam que entre 20% e 30% de todo o petróleo consumido no mundo passa diariamente por essa rota. Além disso, o estreito é fundamental para o transporte de gás natural liquefeito (GNL), especialmente exportado por países do Golfo.
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