Jornal da Band

Irã, Rússia e China iniciam exercícios militares no Estreito de Ormuz

Manobras conjuntas começam nesta quinta-feira e elevam tensão com os Estados Unidos; governo Trump afirma ter justificativas para eventual ataque ao país

Da redação
DA REDAÇÃO

18/02/2026 • 21:24 • Atualizado em 18/02/2026 • 21:24

O governo do Irã confirmou a realização de uma série de exercícios militares conjuntos em parceria com a Rússia e a China no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas e sensíveis do mundo.

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As manobras estão programadas para começar nesta quinta-feira (19) e devem se estender até o final de fevereiro. A movimentação é vista como uma demonstração de força e cooperação entre as três potências em um momento de instabilidade na região.

A ação militar conjunta ocorre em um cenário de escalada de tensão entre Teerã e Washington. Como resposta antecipada às movimentações na região, os Estados Unidos já deslocaram dois porta-aviões para as proximidades do Estreito de Ormuz. A presença das embarcações americanas reforça o clima de prontidão militar e monitoramento direto das atividades iranianas e de seus aliados.

Ameaças de ataque e impasse nuclear

A Casa Branca elevou o tom das críticas às manobras. A porta-voz do governo Trump declarou que os Estados Unidos possuem múltiplos argumentos que poderiam justificar um ataque militar ao Irã, caso as provocações ultrapassem os limites de segurança estabelecidos. A retórica agressiva reflete a fragilidade das relações diplomáticas atuais e o monitoramento constante das capacidades bélicas do regime iraniano.

As ameaças e os exercícios militares acontecem simultaneamente às complexas negociações sobre o programa nuclear iraniano. Apesar das tentativas de diálogo entre os dois países, as conversas têm apresentado poucos avanços práticos. O impasse sobre o enriquecimento de urânio e o cumprimento de acordos internacionais continua sendo o principal ponto de fricção.

Relevância estratégica do Estreito de Ormuz

O Estreito de Ormuz é vital para a economia global, sendo o principal canal de passagem para cerca de 20% do petróleo consumido mundialmente. Qualquer exercício militar ou bloqueio na região tem potencial para desestabilizar os preços internacionais de energia. A realização de manobras com a presença de forças russas e chinesas envia uma mensagem geopolítica clara ao Ocidente sobre o suporte militar ao Irã.

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