
EUA
Reprodução/Agência Brasil
O clima é de apreensão nas audiências que acontecem nos Estados Unidos para tentar evitar um tarifaço contra produtos brasileiros, e o setor industrial é quem tem mais a perder. O agronegócio vem sendo mais poupado, porque alimentos pesam na inflação dos americanos.
Representantes da indústria classificaram as apresentações como positivas, principalmente porque contaram com o apoio de muitas empresas americanas. Esse respaldo interno é um trunfo relevante na mesa de negociação.
O prazo é curto. As investigações terminam na próxima semana, no dia 15, e o Brasil corre o risco de sofrer um tarifaço duplo.
De um lado, 25% justificados por vários motivos, entre eles supostas práticas comerciais injustas. De outro, mais 12,5% que podem ser aplicados a 60 países, incluindo o Brasil, por falhas em fiscalizar trabalho forçado. Somadas, as duas taxas chegam a 37,5% – o dobro da média mundial.
Esse cenário se soma a um quadro comercial já em deterioração. As exportações brasileiras para os Estados Unidos caíram no primeiro semestre e atingiram a menor participação da história no total exportado pelo País.
Diante disso, cresce a avaliação de que o governo brasileiro precisa oferecer vantagens comerciais mais concretas para evitar o tarifaço.
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