O Banco Central decide esta semana se mexe na taxa de juros, e o que se espera é mais um corte em dose homeopática. A taxa vem caindo devagar desde março — já foram três cortes de 0,25% —, mas segue muito alta, em 14,25%, pesando sobre o alto endividamento das famílias.
No início do ano, a expectativa era de que os juros caíssem mais rapidamente, até 12%. O conflito entre Estados Unidos e Irã, porém, mudou as previsões de inflação da água para o vinho.
Com a disparada do petróleo e as medidas do governo para estimular o consumo, projeções que estavam abaixo de 4% chegaram a 5,3%. Hoje recuaram para 5%, depois de resultados melhores.
Dados mais fracos do emprego devem abrir espaço para o corte de juros. Mas os próximos passos ficam em aberto, com riscos à frente: o petróleo e o impacto do El Niño. Este pode, inclusive, ser o último corte do ano.
Para termos juros decentes, é urgente começar a arrumar o desequilíbrio das contas públicas. Governo, Congresso, Judiciário, sociedade: é preciso um grande pacto com o futuro do Brasil.
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