O encontro dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump, realizado nesta quinta-feira (7), na Casa Branca, em Washington, foi visto de forma positiva pelo meio empresarial. É o que aponta a comentarista Juliana Rosa.
“A visão dos empresários é que o encontro entre Lula e Trump cria condições favoráveis para avançar em temas estratégicos”, afirmou ela no Jornal da Band, acrescentando que o clima positivo tem que ser traduzido em resultados concretos.
Em nota, a Câmara Americana de Comércio falou da importância de estabelecer com rapidez um cronograma de reuniões técnicas agora pros próximos 30 dias. Já o presidente da Confederação Nacional da Indústria, Ricardo Alban, apontou que o setor vê com bons olhos a busca de entendimento e convergências nas negociações.
Segundo Juliana Rosa, dois pontos são fundamentais: o primeiro são as terras raras e minerais críticos, que são insumos fundamentais para tecnologia, baterias, chips. O Brasil tem a segunda maior reserva do mundo --atrás apenas da China--, mas precisa de investimentos e de tecnologia, principalmente para exploração.
“A gente não explora quase nada. Esse é um trunfo geopolítico, além da oportunidade econômica. Estados Unidos precisam depender menos da China”, afirma Juliana.
O outro ponto importante nas negociações é a "Seção 301", que é uma investigação contra práticas no Brasil que supostamente prejudicam os americanos, como aço, etanol, pirataria. O resultado dessa investigação deve sair em até dois meses e pode significar aumento de tarifas.
“Então a química entre Lula e Trump tem que nos ajudar concretamente para resolver tudo isso”, conclui.
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