Jornal da Band

Juliana Rosa: "Sociedade paga a irresponsabilidade com gastos públicos"

Segundo Juliana Rosa, gastos com funcionalismo e licenças remuneradas elevam previsão de déficit para R$ 76 bilhões e pressionam a dívida pública

Por Redação
REDAÇÃO

04/02/2026 • 20:34 • Atualizado em 04/02/2026 • 20:34

Juliana Rosa
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Congresso Nacional aprovou aumento de salários para servidores

Congresso Nacional aprovou aumento de salários para servidores

Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

A reestruturação de carreiras e os reajustes salariais aprovados para servidores do Congresso Nacional devem gerar um impacto fiscal de mais de R$ 5 bilhões ainda em 2025. Segundo a análise de Juliana Rosa, o cenário é agravado pela natureza permanente desses gastos e pela criação de mecanismos como a licença remuneratória, que permite folgas a cada três dias sem prejuízo nos vencimentos, o que aprofunda a distorção dos chamados "supersalários" no serviço público.

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A jornalista destaca que a sociedade brasileira acaba arcando com as consequências da irresponsabilidade na gestão das finanças do Estado. O aumento das despesas ocorre em um momento de deterioração das metas fiscais, com a previsão de déficit para este ano subindo para a casa dos R$ 76 bilhões.

Desequilíbrio fiscal e impacto nos investimentos

O crescimento desenfreado dos gastos reflete diretamente na trajetória da dívida pública brasileira, que tem previsão de fechar o ano em 84% do Produto Interno Bruto (PIB). Para Juliana Rosa, a tendência é de que esse endividamento continue em ascensão nos próximos anos caso não haja uma mudança estrutural na condução da política fiscal.

A análise aponta um paradoxo na gestão dos recursos: o país tem gastado volumes elevados, porém de forma ineficiente, uma vez que o aumento das despesas com pessoal não se traduz em melhorias nos serviços básicos essenciais, como saúde e educação.

"A sociedade é quem paga a irresponsabilidade com os gastos públicos. Juros altos são consequência do risco de investir num país que não tem credibilidade na sustentabilidade da dívida

Juliana reforça que a manutenção das taxas de juros em patamares elevados é uma resposta direta à falta de confiança dos investidores na capacidade do governo de honrar seus compromissos financeiros a longo prazo. O restabelecimento da credibilidade e a responsabilidade com as contas públicas são apontados co

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