Jornal da Band

Lula rebate EUA com queda no desmatamento; candidatos intensificam campanha

Presidente cita dados para contestar taxação americana enquanto Flávio Bolsonaro defende soberania da Amazônia

Da redação
DA REDAÇÃO

11/06/2026 • 21:00 • Atualizado em 11/06/2026 • 21:01

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) antecipou, nesta quarta-feira (11), a divulgação de dados que apontam redução de 61% no desmatamento da Amazônia em maio, na comparação com o mesmo mês de 2025. O anúncio foi uma resposta direta à política comercial dos Estados Unidos, que usou o desmatamento para impor novas tarifas contra produtos brasileiros.

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Lula declarou que enviará oficialmente os números ao representante comercial dos Estados Unidos. "Minha tese é provar que você foi eleito para ser presidente dos Estados Unidos e eu respeito o voto do povo americano, mas você não foi eleito para ser imperador do mundo", afirmou o presidente ao mencionar Donald Trump, criticando a postura de sua gestão.

Enquanto o governo federal tenta usar os indicadores ambientais como argumento diplomático, a questão amazônica também ocupou o centro dos debates dos pré-candidatos à Presidência nesta quarta-feira. O senador Flávio Bolsonaro (PL) esteve em Altamira, no Pará, onde discursou para apoiadores vestindo uma camisa com a frase "A Amazônia é nossa".

Flávio Bolsonaro também destacou sua atuação legislativa no campo da segurança pública. O pré-candidato comemorou a aprovação, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, da proposta que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. Ele defende um projeto mais abrangente no Senado, com maioridade de 14 anos em casos de crimes hediondos.

Agora a gente vai ver se isso anda ou se o sistema vai dar um jeito de barrar e continuar passando pano para bandido. --Flávio Bolsonaro

Economia e gestão pública

Em outra frente da disputa eleitoral, o pré-candidato do partido Novo, Romeu Zema, manteve o foco em pautas de gestão econômica e eficiência estatal. Embora não tenha cumprido agenda pública nesta quarta-feira, Zema utilizou suas redes sociais para defender enfaticamente a privatização dos Correios.

O pré-candidato argumentou que a empresa estatal atravessa uma grave crise financeira, com prejuízo de mais de R$ 3 bilhões apenas no primeiro trimestre deste ano. Segundo Zema, a média de R$ 1 bilhão de prejuízo mensal poderia ser revertida para investimentos sociais, como a construção de quase 500 unidades básicas de saúde ou mais de 300 creches por mês.

Vou privatizar os Correios e fazer com que a empresa tenha condições de competir com aquelas que já operam tão bem no Brasil. --Romeu Zema