O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) antecipou, nesta quarta-feira (11), a divulgação de dados que apontam redução de 61% no desmatamento da Amazônia em maio, na comparação com o mesmo mês de 2025. O anúncio foi uma resposta direta à política comercial dos Estados Unidos, que usou o desmatamento para impor novas tarifas contra produtos brasileiros.
Lula declarou que enviará oficialmente os números ao representante comercial dos Estados Unidos. "Minha tese é provar que você foi eleito para ser presidente dos Estados Unidos e eu respeito o voto do povo americano, mas você não foi eleito para ser imperador do mundo", afirmou o presidente ao mencionar Donald Trump, criticando a postura de sua gestão.
Enquanto o governo federal tenta usar os indicadores ambientais como argumento diplomático, a questão amazônica também ocupou o centro dos debates dos pré-candidatos à Presidência nesta quarta-feira. O senador Flávio Bolsonaro (PL) esteve em Altamira, no Pará, onde discursou para apoiadores vestindo uma camisa com a frase "A Amazônia é nossa".
Flávio Bolsonaro também destacou sua atuação legislativa no campo da segurança pública. O pré-candidato comemorou a aprovação, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, da proposta que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. Ele defende um projeto mais abrangente no Senado, com maioridade de 14 anos em casos de crimes hediondos.
Agora a gente vai ver se isso anda ou se o sistema vai dar um jeito de barrar e continuar passando pano para bandido. --Flávio Bolsonaro
Economia e gestão pública
Em outra frente da disputa eleitoral, o pré-candidato do partido Novo, Romeu Zema, manteve o foco em pautas de gestão econômica e eficiência estatal. Embora não tenha cumprido agenda pública nesta quarta-feira, Zema utilizou suas redes sociais para defender enfaticamente a privatização dos Correios.
O pré-candidato argumentou que a empresa estatal atravessa uma grave crise financeira, com prejuízo de mais de R$ 3 bilhões apenas no primeiro trimestre deste ano. Segundo Zema, a média de R$ 1 bilhão de prejuízo mensal poderia ser revertida para investimentos sociais, como a construção de quase 500 unidades básicas de saúde ou mais de 300 creches por mês.
Vou privatizar os Correios e fazer com que a empresa tenha condições de competir com aquelas que já operam tão bem no Brasil. --Romeu Zema
Fique bem informado!
Receba gratuitamente as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail
Escolha quais newsletters quer receber

