O homem que atirou e matou Laís Oliveira Gomes Pereira, de 24 anos, na frente do filho dela de dois anos, no Rio de Janeiro, foi preso nesta terça-feira (11) após ser reconhecido e denunciado à polícia pela própria mãe. Davi de Souza Malto, o garupa da motocicleta que efetuou os disparos, e Erick Santos, que pilotava o veículo, confessaram o assassinato.
Gabrielle Cristine Pinheiro Rosário, atual namorada do ex-marido de Laís, com quem a vítima teve uma filha de quatro anos, é apontada como mandante do crime. A polícia ainda faz buscas para tentar localizar Gabrielle.
O crime ocorreu na manhã do último dia quatro de novembro em Sepetiba, na Zona Oeste do Rio. Imagens de circuito de segurança mostram Laís caminhando na rua, levando o filho de dois anos para a escola, momentos antes de ser atacada. Poucos minutos antes, dois criminosos em uma moto entram na mesma rua, monitorando a mulher, segundo as investigações. Os bandidos retornam e viram em outra travessa, aguardando Laís na esquina.
Testemunhas relataram que Laís foi atacada por atiradores que esperavam por ela na esquina, e que fugiram logo após os disparos. A vítima morreu no local, e seu corpo fica ao lado do carrinho de bebê.
Ciúmes e obsessão pela guarda motivaram o assassinato
A prisão de Davi de Souza Malto aconteceu horas após a mãe do criminoso, Kelly Silva de Souza, reconhecer o próprio filho nas imagens de segurança e fazer a denúncia à polícia.
Em depoimento, os presos revelaram que receberam R$ 20 mil para matar Laís. A Delegacia de Homicídios destacou que a motivação do assassinato foi ciúmes e obsessão pela filha de quatro anos da vítima.
Segundo os investigadores, Gabrielle tinha um comportamento possessivo em relação à criança e acreditava que, com a morte de Laís, a guarda da menina ficaria com o pai e, consequentemente, com ela.
O delegado relatou que Gabrielle desenvolveu uma "verdadeira obsessão pela guarda da criança" e que via a mãe como um empecilho. Para motivar o ódio dos executores, Gabrielle enviou fotos falsas de uma criança lesionada, alegando que os pais estavam maltratando a menina.
Davi de Souza Malto foi preso em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Gabrielle é procurada pela polícia.
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