
Mercado ilegal bate recorde no Brasil
Band TV
Um novo carregamento de 22 toneladas de mercadorias falsificadas foi interceptado no Porto de Santos, em São Paulo. Ao todo, cerca de 120 mil camisas de seleções que disputarão a Copa do Mundo e de clubes de futebol foram apreendidas pela Receita Federal em apenas um container. O material representa uma pequena parte do volume de contrabando interceptado nos últimos meses no mesmo terminal portuário, onde 15 containers totalizando 75 toneladas de itens ilícitos foram retidos.
Em coletiva de imprensa, as autoridades destacaram a dimensão do problema. "Nesse ano, a gente já está chegando a quase meio milhão de camisas apreendidas", informou a Receita Federal sobre o volume de produtos esportivos falsificados retirados de circulação.
Mercado ilegal movimenta meio trilhão
O impacto do mercado ilegal no Brasil é alarmante e segue em trajetória de crescimento. Segundo dados oficiais, o prejuízo fiscal provocado por pirataria, falsificações e contrabando já supera a marca de meio trilhão de reais, um aumento de 8% em relação ao ano anterior.
Os setores mais afetados por essas atividades ilícitas são:
- Bebidas alcoólicas: R$ 89,5 bilhões em prejuízos.
- Vestuário: R$ 55 bilhões.
- Material esportivo: R$ 32 bilhões.
- Combustíveis: R$ 30 bilhões.
- Perfumaria: R$ 22,8 bilhões.
Risco à saúde e financiamento do crime
Além da apreensão no porto, a Polícia Civil de São Paulo realizou, nesta manhã, uma operação que confiscou eletrônicos falsificados. O material chamava a atenção pela semelhança com o original, inclusive com a presença de selos da Anatel falsos em carregadores.
As autoridades alertam que a complexidade e a semelhança dos produtos falsificados dificultam a identificação por parte do consumidor. No entanto, o alerta vai além do prejuízo financeiro. A Polícia Civil reforça que o mercado de pirataria é um braço direto das facções criminosas. "Esse crime acaba financiando delitos mais graves, como a aquisição de armas de fogo e o tráfico de drogas. Por ser rentável, isso acaba contribuindo nesse aspecto", explicou um representante da corporação.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) também aponta que o desafio atual é combater a modernização das organizações criminosas, que utilizam novas tecnologias e formas sofisticadas de ocultação de mercadorias em veículos para burlar a fiscalização.
Para evitar prejuízos e não fomentar o crime organizado, a recomendação é desconfiar de preços muito abaixo do mercado e sempre exigir a nota fiscal. "Fora a falsificação de roupas, todos os outros setores colocam em risco a vida de uma pessoa", ressaltou Ramazini, especialista no tema. O combate a essa rede é fundamental não apenas para a proteção da economia, mas para a segurança pública nacional.
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