Jornal da Band

Morte em parque aquático: perícia investiga salva-vidas e sinalização

Após criança de 7 anos se afogar em Olinda (PE), polícia recolhe imagens de segurança e apura relatos de que equipe se distraiu ao celular e não viu menino na parte funda

Da redação
DA REDAÇÃO

27/07/2026 • 19:42 • Atualizado em 27/07/2026 • 19:42

A Polícia Civil de Pernambuco instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias da morte do pequeno Bryan Henrique, de 7 anos, ocorrida no último sábado em um parque aquático de Olinda, no Grande Recife. Nesta segunda-feira, peritos estiveram no estabelecimento para recolher materiais e imagens de câmeras de segurança que ajudem a reconstituir o caso.

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O garoto aproveitava o dia no Olinda Via Parque ao lado da mãe e de um grupo de amigos quando o acidente aconteceu. Bryan brincava em um toboágua e, ao descer do brinquedo, caiu em uma piscina infantil cuja profundidade variava gradualmente de 75 centímetros a 1,45 metro.

A mãe da vítima relatou que havia ido ao banheiro no momento da descida e, ao retornar, já encontrou o filho desacordado.

Ausência de sinalização e socorro por clientes

Testemunhas e familiares apontam graves falhas na estrutura de segurança do parque aquático. Uma amiga da família ressaltou que a mudança brusca no nível da água não estava devidamente sinalizada aos frequentadores.

"A piscina que a gente estava de frente era rasa, batia no joelho. Sendo que do outro lado era fundo e a gente não sabia. Tinha dois salva-vidas lá, mas eles não viram a criança se afogando", relatou a testemunha.

Segundo os relatos recolhidos pela investigação, os próprios clientes perceberam o afogamento e resgataram o menino da água. Apesar de a equipe do parque ter prestado os atendimentos iniciais de primeiros socorros, a criança chegou sem vida à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para onde foi levada.

Parque fechado e desdobramentos

Após a tragédia, o Olinda Via Parque fechou as portas imediatamente e informou que permanecerá com as atividades suspensas por tempo indeterminado. Bryan foi sepultado sob forte comoção de parentes e amigos.

A 7ª Delegacia Seccional de Olinda lidera as diligências para determinar as responsabilidades criminais do caso. A investigação avalia se houve imprudência ou negligência por parte dos monitores de segurança e se a ausência de placas indicativas de profundidade contribuiu para o afogamento da criança.