Jornal da Band

MP do Acre investiga desabamento de ponte que deixou quatro feridos

Quatro pessoas ficaram feridas no acidente em Sena Madureira, interior do estado; obra de R$ 74 milhões na capital também será investigada

MAIRO CARVALHO

08/06/2026 • 19:39 • Atualizado em 08/06/2026 • 19:39

O Ministério Público do Acre abriu nesta segunda-feira (8) duas ações para apurar o desabamento da ponte Padre Paolino Baldassari, na cidade de Sena Madureira, na noite da última sexta-feira (5).

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A estrutura colapsou pouco mais de dois anos após a inauguração, em dezembro de 2023, e um dia depois de ser interditada por bombeiros que identificaram risco de colapso.

As investigações correm nas esferas cível e criminal. O promotor Júlio César de Medeiros explicou que, no campo cível, a apuração busca identificar responsabilidades e as causas do desabamento. Na esfera criminal, o foco é apurar eventuais crimes relacionados às vítimas atingidas e possíveis infrações ambientais. A previsão é que as investigações sejam concluídas em 30 dias.

Segundo o engenheiro civil Arides Rodrigues, o colapso decorreu de uma combinação de fatores. a capacidade do solo, falhas na estrutura e o fenômeno de águas caídas, que teria comprometido a fundação da obra. A ponte havia sido interditada na véspera da queda justamente após bombeiros identificarem rachaduras e movimentações do solo na região.

Quatro pessoas que passavam pela ponte no momento do desabamento ficaram feridas. Entre elas, estava o juiz aposentado Edinaldo Muniz, que estava no viaduto interditado realizando uma transmissão ao vivo para denunciar os problemas estruturais da obra.

O MP do Acre informou que a construção de outra ponte na capital Rio Branco, executada pela Construtora Cidade, a mesma empresa responsável pela obra em Sena Madureira, também será alvo de investigação. O contrato prevê custo de R$ 74 milhões aos cofres estaduais.

Após o desabamento, o governo do Acre suspendeu o repasse de recursos à construtora. O Departamento de Estradas e Infraestrutura do estado alegou que a empresa era a única responsável pelo projeto e pela execução da obra.

Em nota, a construtora afirmou que está reunindo informações técnicas complementares e conta com especialistas independentes para aprofundar a análise dos fatos.