O Ministério Público Federal pediu a suspensão do leilão do governo para contratar energia reserva. Da baixa competitividade ao custo bilionário do negócio. São só alguns dos indícios de irregularidades no leilão de reserva feito pelo ministério das minas e energia em março, apontados por procuradores da república.
O Ministério atendeu a um pedido da ABRAENERGIAS e pediu a suspensão do negocio. a associação diz que o governo contratou mais energia do que o necessário e com um aumento de preço de até cem por cento, sem justificativa técnica.
A conta de luz residencial pode ficar 10% mais cara, como o Jornal da Band mostrou na semana passada. Um rombo que, em 10 anos, supera meio trilhão de reais. O subprocurador do Ministério Público de Contas, Lucas Furtado, já tinha pedido a suspensão do leilão ao TCU.
O governo contratou quase 20 gigawatts de energia elétrica, praticamente uma usina de Itaipu e meia. Essa energia é pra suprir a falta de potência entre as seis da tarde e as nove horas da noite. Mais de 80% virão de termoelétricas, que são mais caras e extremamente poluentes. Antes mesmo do leilão, o MP já tinha alertado para possíveis irregularidades.
Uma das empresas contratadas, a Evolution Power Partners, já tinha vencido outros leilões, mas não teria entregado o que prometeu. Dois grupos garantiram contratos bilionários. A Eneva, do banqueiro André Esteves, vai receber cerca de R$ 12 bilhões ao ano, já a Âmbar, dos irmãos Batista, ficará com mais de R$ 1 um bilhão anuais.
Os pedidos de suspensão acontecem antes da homologação dos contratos entre as empresas e o governo federal, que deve acontecer no dia 21 de maio. O caso vai ser analisado pela justiça federal. O Ministério de Minas e Energia disse que o leilão respeitou todos os preceitos técnicos e legais".
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