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OMS divulga primeiras orientações sobre o uso de canetas emagrecedoras

Organização orienta uso em adultos (exceto grávidas) e reforça que tratamento deve ser associado a dieta e exercícios físicos.

Da redação
DA REDAÇÃO

04/12/2025 • 20:01 • Atualizado em 04/12/2025 • 20:01

OMS define diretrizes para canetas emagrecedoras

OMS define diretrizes para canetas emagrecedoras

Reuters

As canetas emagrecedoras se consolidaram como uma das principais indicações no tratamento da obesidade. A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou as primeiras normas e orientações sobre o uso desses medicamentos, que são indicados por médicos há mais de uma década. O preço elevado dos remédios, contudo, ainda representa um obstáculo para o acesso em larga escala.

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Marlene Monti Lora, que é hipertensa e diabética, começou a utilizar a caneta emagrecedora há cinco meses. Ela perdeu 13 quilos, normalizou seus exames e não precisa mais de insulina. "Fiz tudo isso com meu médico que tenho há 16 anos, saúde estava complicada. Agora, pretendo iniciar musculação e seguir um plano de suplementação para manter a evolução", relata Marlene.

Recomendações da OMS e situação no Brasil

O documento divulgado pela OMS contém duas recomendações principais:

  • As canetas emagrecedoras podem ser usadas por adultos, exceto grávidas.
  • O tratamento deve ser acompanhado de dietas e atividades físicas.

No Brasil, o uso desses medicamentos para adolescentes acima de 12 anos é permitido pela Anvisa, desde que haja orientação criteriosa de um médico especialista.

Marcio Mancini, endocrinologista e diretor da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso) e da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), considera o documento um marco. "O documento é um marco importante porque coloca a obesidade como um problema de saúde pública que exige políticas reais de acesso e não apenas recomendações clínicas", afirma Mancini.

Obesidade como problema de saúde pública global

A OMS alerta que a obesidade é uma doença que requer cuidados contínuos e para a vida toda. Atualmente, mais de 1 bilhão de pessoas no mundo vivem com a doença. A agência de saúde global adverte que, sem ações reforçadas, esse número pode duplicar até 2030, pressionando os sistemas de saúde e causando perdas significativas na economia.

Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, ressalta a importância das novas tecnologias. "Esses novos medicamentos são uma ferramenta clínica poderosa, oferecendo esperança a milhões de pessoas", diz.

Ele também cobra esforços para garantir o acesso: "Precisamos trabalhar juntos em estratégias como compras conjuntas e preços escalonados para tornar esses medicamentos acessíveis a todos".

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