Jornal da Band

Operação prende mais de 40 por esquema de tráfico comandado por família de caminhoneiros

Polícia Civil do Rio Grande do Sul mira organização criminosa de alta escala focada em lavagem de dinheiro, com alcance em quatro estados

Da redação
DA REDAÇÃO

27/11/2025 • 19:16 • Atualizado em 27/11/2025 • 19:16

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul desarticulou uma complexa rede de transporte e distribuição de drogas, resultando na prisão de mais de 40 pessoas em uma operação do Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (DENARC) que abrange cinco estados. A ofensiva tem como foco o combate à lavagem de dinheiro e mira uma organização criminosa suspeita de fornecer entorpecentes em alta escala para, pelo menos, duas facções gaúchas que formaram um "consórcio" para o tráfico.

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Os líderes do esquema eram uma família de caminhoneiros da cidade de Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre.

O grupo era composto por filho, pai e mãe, que aliciavam outros motoristas de caminhão. Eles ofereciam altos valores em dinheiro para convencer os caminhoneiros a participarem da rede, possibilitando o transporte de drogas por, pelo menos, quatro estados do país.

O grupo criminoso atuava em diversas regiões do Rio Grande do Sul, incluindo a Região Metropolitana de Porto Alegre, a Serra Gaúcha, o Litoral Norte, a Região de Paranhana, a Carbonífera e o Vale do Taquari. Além do Rio Grande do Sul, o esquema tinha ramificações e movimentações em Santa Catarina, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rondônia. Também há investigações em curso sobre possíveis atividades em São Paulo e na Bahia.

Lavagem de dinheiro e mandantes presos

Os três membros da família apontados como mandantes do esquema já estavam presos por tráfico de drogas e, de dentro do sistema carcerário, controlavam toda a operação. O delegado Alencar Carraro afirma que o principal responsável pelo esquema possuía uma ampla rede de contatos, o que lhe dava acesso aos motoristas e permitia que ele tratasse sobre laudos e a carga de drogas com os caminhoneiros.

A facção realizava a lavagem do dinheiro do crime por meio da aquisição de bens de luxo. O grupo comprava carros de alto valor e imóveis, além de criar contas bancárias em nome de terceiros ou utilizar contas de laranjas para realizar as transações financeiras.

Carraro informa que, no momento da operação, a Polícia Civil já havia conseguido prender 35 dos 53 alvos. O número inclui as lideranças da facção que já estavam detidas no sistema carcerário do Rio Grande do Sul. O delegado ressalta a importância das novas prisões para manter esses indivíduos por mais tempo nas cadeias.

Durante a operação, a polícia apreendeu 11 carros de luxo e sequestrou pelo menos dois imóveis. Com o reforço das prisões dos integrantes da família líder, a Polícia Civil acredita ter desmantelado o esquema de transporte de drogas temporariamente.