Jornal da Band

Oposição foca em reformas econômicas enquanto Lula amplia o Desenrola

Enquanto governo libera crédito a informais e estudantes do Fies, rivais apostam em redução de tributos e mudanças na Previdência

Da redação
DA REDAÇÃO

29/06/2026 • 20:37 • Atualizado em 29/06/2026 • 20:43

A segunda-feira (23) dos pré-candidatos à Presidência foi marcado pela discussão de pautas econômicas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou uma nova etapa do programa Desenrola, desta vez voltada a quem mantém as dívidas bancárias em dia.

Compartilhar

O anúncio acontece com o relógio eleitoral correndo: pela legislação, o presidente tem até sábado (4) para participar de inaugurações de obras públicas e de eventos oficiais com anúncios de benefícios.

A nova fase mira sobretudo os trabalhadores informais e os estudantes do Fies, o Fundo de Financiamento Estudantil, e deve alcançar mais de 600 mil pessoas por meio de novas linhas de crédito. A leitura da equipe econômica é que mesmo quem está adimplente enfrenta aperto no orçamento e tem a ganhar ao trocar dívidas caras por outras de custo menor. Segundo o governo, as medidas não oferecem risco de inflação.

Enquanto o Planalto aciona a máquina pública, a oposição passou o fim de semana e o início da semana com a economia no centro das agendas. Flávio Bolsonaro (PL) viajou à Argentina, onde se reuniu com empresários e com o presidente Javier Milei. O argentino declarou apoio ao senador e cravou que "vem aí a maré azul para o Brasil" – expressão usada por conservadores para descrever o avanço da direita nas urnas latino-americanas.

Após o encontro, Flávio defendeu um "tesouraço" para reduzir a carga tributária no País. "É meter a tesoura nas instruções normativas, na burocracia, reduzir a máquina pública, promover uma reforma tributária, tem de simplificar mas também reduzir os impostos", afirmou.

A mesma agenda de reformas guiou Renan Santos (Missão), que segue em viagem pelo Rio Grande do Sul e concedeu entrevistas nesta segunda. À Bandeirantes, ele cobrou mudanças mais profundas.

"A gente não pode fazer uma mini reforma, uma reforma que enxugue gelo. A gente precisa de um reformão. A gente vai precisar mexer na previdência, a gente vai precisar mexer nos gatilhos, nas indexações, nos subsídios, nos supersalários", disse.

Os demais nomes tiveram dia mais reservado. Ronaldo Caiado (PSD) participou de um debate em São Paulo, em evento fechado à imprensa, enquanto Romeu Zema (Novo) não teve agenda pública.