Novas imagens e mensagens revelam detalhes de um plano do crime organizado para matar autoridades da segurança em São Paulo. Na mira, estavam um promotor de Justiça que combate o PCC e um diretor de presídios no interior de São Paulo.
As imagens mostram um homem, a bordo de uma moto, gravando o trajeto entre a penitenciária de Presidente Venceslau até a casa do coordenador de presídios de São Paulo, Roberto Medina.
Em outro vídeo, feito com um aplicativo de localização, há detalhes da rota, em que o suspeito diz “essa rua não tem nome, só que vai sair em uma avenida paralela à casa”.
Os criminosos do PCC monitoravam a rotina de Medina, filmavam até os passos da mulher dele. Mensagens revelam que eles temiam ser identificados em frente à casa do diretor.
“Se eu fizer um vídeo, vai ficar muito na cara, entendeu? Tá cheio de câmera”, afirmou.
O vídeo foi encontrado no celular de um dos articuladores do plano, preso por tráfico de drogas.
A partir dessa prisão e da localização das mensagens, a polícia começou a investigação e identificou oito integrantes dessa célula do PCC. Cinco deles já estavam presos por tráfico. Esse grupo é conhecido no crime organizado como “restrita tática”, especializado em planejar atentados contra autoridades.
O promotor Linolnd Gakiya era outro alvo. Os criminosos planejavam mata-lo no trajeto entre a casa dele e o trabalho, em Presidente Prudente, também no interior de São Paulo. Eles usavam drones e alugaram uma casa a apenas 1km de onde ele mora para monitorá-lo.
Caso Ruy Fontes
Agora, o Ministério Público quer identificar outros integrantes do grupo. A suspeita é que eles estejam envolvidos no assassinato do ex-delegado-geral de polícia Ruy Ferraz Fontes, em setembro, no litoral paulista.
O nono suspeito do crime foi preso. Paulo Henrique Sales, o PH, é dono de uma das casas usadas pela quadrilha na Praia Grande para planejar a morte do delegado.
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