
Promotor Lincoln Gakiya, do Ministério Público de SP
Reprodução/Band
O promotor de Justiça Lincoln Gakiya, do Ministério Público de São Paulo, declarou em entrevista ao Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes e BandNews TV, que os suspeitos de planejar atentados contra autoridades sabiam das rotinas dele e do coordenador de presídios Roberto Medina.
“A partir da prisão de alguns integrantes do PCC na região de Presidente Prudente, quando nós fomos fazer a extração de dados dos celulares desses integrantes, fomos surpreendidos pelo notícia de que haviam feito levantamento de dados de duas autoridades na região, a minha e do doutor Roberto Medina”, disse Gakiya.
“No caso do doutor Roberto Medina, no celular desses criminosos, filmagens de todo o trajeto, da residência dele, do local de trabalho, rotina. No meu caso, havia levantamentos de georreferenciais de locais, de pontos do meu trajeto de casa para o trabalho, algumas rotinas como o trajeto para a academia, por exemplo”, acrescentou o promotor de Justiça.
Por conta dessa descoberta, as polícias Civil, Militar e Penal, além do Ministério Público, deflagraram a operação Recon. As autoridades cumpriram 25 mandados de busca e apreensão nas cidades de Presidente Prudente (11), Álvares Machado (6), Martinópolis (2), Pirapozinho (2), Presidente Venceslau (2), Presidente Bernardes (1) e Santo Anastácio (1).
“Graças a Deus, um plano que acabamos conseguindo interceptar durante o planejamento”, afirmou Lincoln Gakiya ao Jornal Gente.
Operação Recon
A ação cumpre 25 mandados de busca nas cidades de Presidente Prudente (11), Álvares Machado (6), Martinópolis (2), Pirapozinho (2), Presidente Venceslau (2), Presidente Bernardes (1) e Santo Anastácio (1).
As investigações revelaram a existência de uma célula do crime organizado estruturada de forma compartimentada e altamente disciplinada, encarregada de realizar levantamentos detalhados da rotina de autoridades públicas e de seus familiares, com a clara finalidade de preparar atentados contra esses alvos previamente selecionados.
Conforme a investigação, os criminosos já haviam identificado, monitorado e mapeado os hábitos diários de autoridades, em um plano meticuloso e audacioso que demonstrava o grau de periculosidade e ousadia da organização.
“A célula operava sob rígido esquema de compartimentação, no qual cada integrante desempenhava uma função específica, sem conhecer a totalidade do plano, o que dificultava a detecção da trama”, apontou o Ministério Público.
“A atuação coordenada das instituições permitiu a identificação dos envolvidos na fase de reconhecimento e vigilância, bem como a apreensão de materiais e equipamentos que serão submetidos à perícia e, em última análise, poderão levar à descoberta dos responsáveis pela etapa de execução do atentado”, destacou o órgão.
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