Jornal da Band

PF: Professora teve ajuda de marido e aluna em furto de material da Unicamp

Segundo as autoridades, ela não agiu sozinha: contou com o auxílio direto do marido e de pelo menos uma aluna.

GRASIELE GERONDI

27/03/2026 • 21:39 • Atualizado em 27/03/2026 • 21:39

A Polícia Federal (PF) revelou novos detalhes sobre a investigação que aponta a professora argentina Soledad Palameta Miller como a principal responsável pelo furto de amostras virais de um laboratório de segurança máxima da Unicamp. Segundo as autoridades, ela não agiu sozinha: contou com o auxílio direto do marido e de pelo menos uma aluna.

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A dinâmica do crime

De acordo com os investigadores, o material biológico foi retirado de uma área restrita do Instituto de Biologia da universidade. O marido da professora, Michael Edward Miller, que também era aluno de doutorado na instituição, teria sido o responsável por pegar fisicamente as amostras para entregá-las a Soledad.

Imagens do circuito interno da Unicamp, registradas entre o final de fevereiro e o início de março, mostram movimentações suspeitas que coincidem com o momento em que a ausência do material foi notada. A PF também identificou a participação de uma aluna na retirada das amostras e investiga se outras pessoas estão envolvidas no esquema.

Obstrução de provas e medidas cautelares

Um dos pontos que mais chamou a atenção dos investigadores foi a conduta de Soledad após ser alvo de buscas em sua residência. A professora retornou à Unicamp e acessou áreas do instituto que não estavam lacradas para descartar materiais. Para a polícia, essa ação configurou uma tentativa de destruição de provas e materialidade probatória.

Atualmente, Soledad Palameta Miller responde ao processo em liberdade, mas está terminantemente proibida de deixar o país enquanto as investigações prosseguem.

Motivação e riscos biológicos

A Polícia Federal agora trabalha em duas frentes principais: