A Polícia Civil de Santa Catarina confirmou uma mudança no curso das investigações sobre a morte do cão Orelha, ocorrida em Florianópolis. Um dos quatro adolescentes que eram tratados como suspeitos deixou de ser investigado pelas agressões ao animal. Segundo as autoridades, familiares do jovem comprovaram que ele não estava no bairro Praia Brava no dia do crime. Com isso, três adolescentes seguem sob investigação.
O caso teve início na madrugada de 4 de janeiro, data em que as agressões teriam ocorrido. O animal foi localizado agonizando no dia seguinte e, devido à gravidade dos ferimentos, precisou ser sacrificado.
O veterinário que atendeu Orelha descartou qualquer possibilidade de acidente, confirmando que as lesões foram fruto de violência física. A investigação oficial foi aberta em 16 de janeiro, após denúncias de moradores.
Análise de provas e coação de testemunhas
A complexidade do caso envolve um grande volume de material digital. A polícia analisa quase mil horas de gravações de câmeras de segurança, embora, até o momento, nenhum registro tenha capturado o ato da agressão. O Ministério Público acompanha o processo e aposta em novas provas para desvendar o crime.
De acordo com a procuradora-geral Vanessa Cavallazzi, o foco atual das diligências recai sobre o conteúdo de celulares apreendidos. A análise técnica das imagens e dados desses aparelhos é considerada fundamental para o desfecho do inquérito.
Paralelamente à busca pelos agressores, a polícia indiciou três parentes dos investigados por coação no curso do processo. Eles são acusados de pressionar um porteiro que afirmou não ter presenciado as agressões. Além disso, os investigadores esclareceram que não há relação entre a morte de Orelha e a tentativa de afogamento de outro cão, o Caramelo, que teria sido atacado por um grupo distinto.
Manifestações por justiça
A morte de Orelha gerou uma onda de indignação que ultrapassou as fronteiras de Santa Catarina. No último domingo, manifestantes se reuniram em diversas cidades brasileiras para cobrar celeridade e punição aos responsáveis. Em São Paulo, o ato ocorreu na Avenida Paulista. Também foram registrados protestos em São José, na região metropolitana de Florianópolis.
A cronologia do caso aponta que dois dos investigados chegaram a viajar para os Estados Unidos, mas retornaram ao Brasil no dia 29 de janeiro, sendo que um deles já prestou depoimento às autoridades catarinenses.
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