A Polícia prendeu em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, uma liderança do Primeiro Comando da Capital (PCC) acusada de planejar o assassinato de juízes e promotores.
O homem, identificado como Cristhian Thomas Vieira, conhecido como “Tio Doni”, de 38 anos, estava escondido na cidade há três meses.
Ele é considerado uma das principais lideranças da facção criminosa no Mato Grosso do Sul e é investigado desde 2022 por envolvimento em diversos crimes. Entre os delitos, está o planejamento para matar juízes e promotores que atuam no combate a organizações criminosas no Mato Grosso do Sul e em Minas Gerais.
Ligação com advogados e apreensões
A Polícia Militar informa que "Tio Doni" era aliado da chamada "Sintonia dos Gravatas", um grupo de advogados do Mato Grosso do Sul que, segundo a investigação, fornecia informações sigilosas e auxílio financeiro a membros do PCC.
O Capitão da Polícia Militar Glauber Resende afirma que, em operações anteriores, foram encontradas "cartas que configuraram efetivamente esse intento delituoso contra as autoridades constituídas". O oficial ressalta que "Tio Doni" fazia parte desse núcleo e era um "braço forte daquela organização criminosa".
No momento da prisão, "Tio Doni" utilizava uma identidade falsa e mantinha um padrão de vida incompatível com a renda declarada. Ele possuía veículos avaliados em mais de R$ 1 milhão. Com a prisão, a Polícia apreendeu quatro celulares e uma arma.
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