Resumo
Um policial militar foi afastado após agredir estudantes durante manifestação na Escola Estadual Amaro Cavalcanti, no Rio de Janeiro, com o episódio registrado em vídeos e resultando na detenção de três jovens ligados a entidades estudantis.
Representantes da Associação Municipal dos Estudantes Secundaristas (AMES-RJ) e do Diretório Central dos Estudantes da UFRJ estavam na escola apoiando abaixo-assinado pela saída de um professor acusado de assédio sexual, enquanto a direção alegou invasão e resistência, acionando a polícia e utilizando spray de pimenta.
A Secretaria de Estado de Educação confirmou investigação sobre denúncias de assédio, e a Polícia Militar informou o afastamento do policial e abertura de procedimento administrativo para apurar o uso da força e as circunstâncias da ocorrência.
Um policial militar foi afastado de suas funções após agredir estudantes dentro da Escola Estadual Amaro Cavalcanti, no Largo do Machado, Zona Sul do Rio de Janeiro. O episódio ocorreu na manhã desta quarta-feira (25) e foi registrado em vídeos por pessoas que estavam no local.
As imagens mostram o momento em que o policial agride dois jovens ligados a entidades estudantis. Entre os agredidos estão a presidente e o diretor da Associação Municipal dos Estudantes Secundaristas (AMES-RJ), além de um diretor do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Após as agressões, três estudantes foram detidos pelo policial e conduzidos à delegacia da região para o registro da ocorrência. A Polícia Militar informou que a Corregedoria já abriu um procedimento para investigar a conduta do agente.
Motivação do conflito e denúncias de assédio
Os dirigentes estudantis estavam na unidade de ensino para apoiar um abaixo-assinado organizado pelos alunos da escola. O grupo pedia o afastamento de um professor acusado de assédio sexual contra estudantes.
De acordo com as associações estudantis, os representantes tinham autorização para entrar na escola e seus nomes constavam em uma lista na portaria. No entanto, a direção do colégio apresentou uma versão divergente, afirmando que o grupo teria invadido a área escolar e se recusado a sair.
A direção da escola alega que acionou a Polícia Militar devido à resistência dos jovens em deixar o prédio. Relatos das entidades apontam ainda que, durante a confusão na área externa, foi utilizado spray de pimenta contra os manifestantes.
Posicionamento das autoridades
A Secretaria de Estado de Educação informou que não compactua com qualquer tipo de agressão no ambiente escolar. A pasta também confirmou que já investiga as denúncias de assédio sexual contra o professor mencionado pelos alunos, motivo que originou a mobilização estudantil.
Em nota, a Polícia Militar reafirmou o afastamento do policial envolvido nas agressões das atividades operacionais enquanto durarem as investigações. O caso segue sob apuração administrativa e policial para esclarecer as circunstâncias do uso da força dentro da instituição de ensino.
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