Jornal da Band

Policial Militar agride estudantes dentro de escola no Rio de Janeiro

Agente foi afastado após imagens registrarem agressões contra estudantes na zona sul do Rj

THAIS DIAS

25/03/2026 • 20:47 • Atualizado em 25/03/2026 • 20:47

Resumo

Um policial militar foi afastado após agredir estudantes durante manifestação na Escola Estadual Amaro Cavalcanti, no Rio de Janeiro, com o episódio registrado em vídeos e resultando na detenção de três jovens ligados a entidades estudantis.

Representantes da Associação Municipal dos Estudantes Secundaristas (AMES-RJ) e do Diretório Central dos Estudantes da UFRJ estavam na escola apoiando abaixo-assinado pela saída de um professor acusado de assédio sexual, enquanto a direção alegou invasão e resistência, acionando a polícia e utilizando spray de pimenta.

A Secretaria de Estado de Educação confirmou investigação sobre denúncias de assédio, e a Polícia Militar informou o afastamento do policial e abertura de procedimento administrativo para apurar o uso da força e as circunstâncias da ocorrência.

Um policial militar foi afastado de suas funções após agredir estudantes dentro da Escola Estadual Amaro Cavalcanti, no Largo do Machado, Zona Sul do Rio de Janeiro. O episódio ocorreu na manhã desta quarta-feira (25) e foi registrado em vídeos por pessoas que estavam no local.

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As imagens mostram o momento em que o policial agride dois jovens ligados a entidades estudantis. Entre os agredidos estão a presidente e o diretor da Associação Municipal dos Estudantes Secundaristas (AMES-RJ), além de um diretor do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Após as agressões, três estudantes foram detidos pelo policial e conduzidos à delegacia da região para o registro da ocorrência. A Polícia Militar informou que a Corregedoria já abriu um procedimento para investigar a conduta do agente.

Motivação do conflito e denúncias de assédio

Os dirigentes estudantis estavam na unidade de ensino para apoiar um abaixo-assinado organizado pelos alunos da escola. O grupo pedia o afastamento de um professor acusado de assédio sexual contra estudantes.

De acordo com as associações estudantis, os representantes tinham autorização para entrar na escola e seus nomes constavam em uma lista na portaria. No entanto, a direção do colégio apresentou uma versão divergente, afirmando que o grupo teria invadido a área escolar e se recusado a sair.

A direção da escola alega que acionou a Polícia Militar devido à resistência dos jovens em deixar o prédio. Relatos das entidades apontam ainda que, durante a confusão na área externa, foi utilizado spray de pimenta contra os manifestantes.

Posicionamento das autoridades

A Secretaria de Estado de Educação informou que não compactua com qualquer tipo de agressão no ambiente escolar. A pasta também confirmou que já investiga as denúncias de assédio sexual contra o professor mencionado pelos alunos, motivo que originou a mobilização estudantil.

Em nota, a Polícia Militar reafirmou o afastamento do policial envolvido nas agressões das atividades operacionais enquanto durarem as investigações. O caso segue sob apuração administrativa e policial para esclarecer as circunstâncias do uso da força dentro da instituição de ensino.