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Portugal enfrenta primeira greve geral em 12 anos e confrontos em Lisboa

Milhares de manifestantes protestaram contra a reforma trabalhista proposta pelo governo, que altera regras sobre horas extras e contratos temporários

Beatriz Ferrete
BEATRIZ FERRETE

11/12/2025 • 20:01 • Atualizado em 11/12/2025 • 20:01

Portugal enfrenta primeira greve geral em 12 anos e confrontos em Lisboa

Portugal enfrenta primeira greve geral em 12 anos e confrontos em Lisboa

Reprodução/Jornal da Band

Portugal viveu hoje a sua primeira greve geral em 12 anos, em um protesto massivo contra o projeto de reforma trabalhista proposto pelo governo de centro-direita. A paralisação de 24 horas afetou significativamente o transporte, a educação e a saúde em todo o país.

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Em Lisboa, capital portuguesa, a passeata que reuniu milhares de manifestantes foi pacífica durante a maior parte do dia. No entanto, no começo da noite, a situação escalou para confronto entre os manifestantes e a polícia nas imediações da Assembleia Nacional.

Os manifestantes se dirigiram ao prédio da Assembleia Nacional e atearam fogo a sacos de lixo. Eles também arremessaram latas, garrafas e outros objetos contra o local. A segurança reagiu utilizando armas de efeito moral. Não há informações sobre feridos decorrentes do confronto.

Impacto da Greve Geral

Com a greve geral, o país registrou paralisações e reduções de serviço em setores essenciais:

  • Transporte Aéreo: Centenas de voos foram cancelados.
  • Transporte Terrestre: Trens e ônibus operaram com capacidade reduzida.
  • Educação: Muitas escolas não funcionaram.
  • Saúde: O atendimento em hospitais foi prejudicado.

Pontos de Crítica na Reforma

A principal pauta do protesto é o projeto de reforma trabalhista, que, segundo os sindicatos, acaba com direitos há muito tempo estabelecidos.

O governo, por sua vez, defende que as mudanças são necessárias para tornar a economia mais flexível e impulsionar o crescimento do país.

  • Entre as propostas mais criticadas estão:
  • Aumento das horas extras obrigatórias para 150 horas anuais, a critério das empresas.
  • Ampliação da duração máxima dos contratos temporários, passando de dois para três anos

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