Jornal da Band

Relatório médico lista dez problemas de saúde de Bolsonaro

Defesa tenta conseguir uma prisão domiciliar para o ex-presidente e alega que cadeia apresentaria "risco de vida"

Da redação
DA REDAÇÃO

22/11/2025 • 21:02 • Atualizado em 22/11/2025 • 21:02

Antes da decretação de prisão preventiva deste sábado (22), a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um relatório médico que lista dez problemas de saúde do político e argumenta que seu quadro de saúde envolve riscos, solicitando que ele cumpra a pena em prisão domiciliar. Os advogados alegam que a complexidade do estado de saúde, agravado pelas cirurgias após o atentado de 2018, exige cuidados que não seriam adequados em uma cela.

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O documento, assinado por dois médicos, foi encaminhado ao STF na sexta-feira (21) e detalha as condições que, de acordo com a defesa, colocam a vida do ex-presidente em risco. Segundo o relatório, seis dos problemas estão em tratamento e três em acompanhamento, além de uma pneumonia bacteriana não especificada. O texto também afirma que Bolsonaro tem apresentado um quadro diário de soluços recorrentes e falta de ar.

O ministro do STF, Alexandre de Moraes, por sua vez, determinou que haja um plantão da equipe médica para dar assistência a Bolsonaro na sala da Polícia Federal (PF) onde ele está preso preventivamente. Pela manhã, o ex-presidente recebeu uma caixa com diversos remédios de uso contínuo.

Histórico de cirurgias desde o atentado de 2018

Desde que sofreu um ataque a faca durante a campanha presidencial em Juiz de Fora (MG), em setembro de 2018, o ex-presidente Jair Bolsonaro já passou por seis cirurgias.

A primeira cirurgia foi de emergência, realizada no dia do ataque, 6 de setembro de 2018. Os médicos precisaram retirar parte do intestino, e Bolsonaro passou a usar uma bolsa de colostomia.

A segunda operação, ainda em 2018, ocorreu em São Paulo com o objetivo de desobstruir o intestino.

Em 2019, a bolsa de colostomia foi retirada, e foi necessário tratar uma hérnia que surgiu na cicatriz da facada.

O ex-presidente voltou a ser internado em outras duas ocasiões por causa de obstruções no intestino.

A última grande cirurgia ocorreu em abril de 2023 e durou cerca de 12 horas. O procedimento foi para a retirada de outra hérnia e para tratar aderências—respostas do corpo após a cicatrização. Uma dessas aderências chegou a juntar duas alças do intestino, impedindo a passagem de alimentos.

Além dos procedimentos relacionados ao atentado, a defesa menciona que Bolsonaro também precisou tratar um desvio de septo, erisipela (uma infecção na pele), cálculo renal, e um câncer de pele.

A defesa sustenta que este extenso histórico cirúrgico, especialmente no trato intestinal, o coloca em um quadro de risco, justificando o pedido de prisão domiciliar.

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