O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro registra um crescimento exponencial no número de salvamentos marítimos durante a virada de ano. Ao todo, 840 pessoas foram resgatadas em praias de todo o estado, o que representa um aumento de 2.445% em comparação ao mesmo período do ano anterior, quando foram contabilizados apenas 33 resgates. O cenário crítico foi impulsionado por uma forte ressaca que atingiu o litoral fluminense durante as celebrações de Réveillon.
A concentração de ocorrências foi mais intensa na orla da Zona Sul da capital, onde 547 pessoas precisaram de auxílio dos guarda-vidas. Somente na Praia de Copacabana, palco da maior festa da cidade, foram realizados 248 resgates. A corporação mantém o monitoramento constante, uma vez que, apesar do fim do alerta oficial de ressaca, as condições do mar para o mergulho ainda são consideradas ruins.
Buscas por adolescente em Copacabana
Em meio ao alto volume de ocorrências, os bombeiros concentram esforços na busca por um adolescente de 14 anos que desapareceu no mar nesta terça-feira. O jovem sumiu na altura do Posto 2, na Avenida Atlântica, em Copacabana. Testemunhas relataram que o adolescente afundou e não foi mais visto desde então.
A operação de busca mobiliza uma estrutura robusta, composta por quatro embarcações e o suporte do Grupamento de Operações Aéreas. As equipes utilizam helicópteros e motos aquáticas para realizar varreduras na região, mas até o momento o jovem não foi localizado.
Desrespeito a interdições e riscos na orla
A imprudência de banhistas e turistas agravou o trabalho dos militares durante o feriado. No Leme, o ponto conhecido como "Caminho dos Pescadores" foi fechado pelo Corpo de Bombeiros devido à periculosidade das ondas. No entanto, a área foi invadida repetidamente pela população, obrigando os bombeiros a recolocarem as faixas de isolamento por pelo menos três vezes.
Na quarta-feira anterior ao Réveillon, a Marinha do Brasil já havia emitido um aviso de ressaca com previsão de ondas superiores a 2,5 metros. Mesmo com as orientações de segurança e os flagrantes de salvamentos complexos com auxílio aéreo, muitos frequentadores ignoraram os riscos.
A recomendação atual das autoridades é que os banhistas evitem entrar no mar em áreas de arrebentação forte e respeitem rigorosamente as sinalizações de perigo instaladas nas areias.
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