A Polícia Civil de Minas Gerais investiga um caso de estupro coletivo ocorrido contra uma adolescente de 17 anos, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com as informações apuradas, o crime aconteceu durante uma festa na residência da vítima. Pelo menos quatro adolescentes, todos com 17 anos, são apontados como autores do ato infracional análogo ao crime de estupro.
As investigações contam com registros de conversas obtidas pela família da vítima, nas quais os suspeitos admitem o abuso. Em uma das mensagens, um adolescente, que seria amigo de infância da vítima, confirma o ato e envia um pedido de desculpas. Em outra troca de mensagens, um segundo envolvido também admite a participação nos abusos.

Suspeitos confiram estupro coletivo em mensagem de desculpas à vítima em MG
A mãe da vítima, que preferiu não ser identificada por questões de segurança, relatou que não estava em casa no momento do crime e que foi informada sobre os abusos pela própria filha. "Ela foi abusada sexualmente por quatro adolescentes, no qual três deles consumaram o ato e quando ela acordou havia dois em cima dela... E esse suposto amigo dela deu banho nela, colocou a toalha nela e pôs ela para dormir. Quando ela acordou novamente, os quatro não estavam mais lá", afirmou a mãe em entrevista, com a imagem e a voz distorcidas para proteção.
Segundo o relato da adolescente às autoridades, ela acredita ter sido dopada durante o evento, no qual os jovens consumiram bebidas alcoólicas. A vítima afirma que, ao despertar, percebeu que estava sendo abusada por dois dos adolescentes. Outros dois jovens também teriam participado da ação criminosa. A adolescente apresentou marcas de agressões pelo corpo após o episódio.
Inquérito sob sigilo
Após a denúncia, a adolescente passou a receber mensagens com tom de ameaça, que teriam partido tanto dos próprios adolescentes envolvidos quanto da mãe de um deles, com o objetivo de intimidar a vítima.
Devido ao envolvimento de menores de idade, o inquérito policial instaurado para apurar o caso tramita sob sigilo. Os suspeitos poderão responder por ato infracional análogo ao crime de estupro, conforme a legislação vigente para menores de 18 anos. As autoridades policiais seguem colhendo depoimentos e analisando as provas digitais para concluir a investigação.
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