Jornal da Band

Tensão entre EUA e Irã faz petróleo disparar e ameaça alívio na inflação

Alta de quase 10% traz incertezas sobre ritmo de queda dos juros no Brasil e pressiona orçamento

Da redação
DA REDAÇÃO

13/07/2026 • 21:57 • Atualizado em 13/07/2026 • 22:08

Juliana Rosa
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O breve período de otimismo com a trajetória dos preços dos combustíveis chegou ao fim. A intensificação do conflito geopolítico entre os Estados Unidos e o Irã provocou um choque imediato no mercado de energia nesta segunda-feira (13), com o petróleo registrando uma valorização superior a 9%.

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A cotação do barril do tipo Brent, que serve como principal referência para a Petrobrás no Brasil, ultrapassou a marca dos US$ 83 (R$ 427), enquanto o WTI, negociado em NovaYork, fechou em torno de US$ 58 (R$ 298). Segundo Juliana Rosa, o que ainda impede uma disparada ainda mais agressiva é a percepção de que ambos os lados possuem motivos políticos e econômicos para evitar que a guerra se prolongue indefinidamente.

Entretanto, o tom das negociações segue hostil. A disputa pelo controle do Estreito de Ormuz --rota vital para o escoamento global de petróleo-- ganhou novos contornos com declarações do ex-presidente Donald Trump. “A disputa pelo controle do Estreito de Ormuz, com Trump afirmando que vai controlar a rota e cobrar pedágio, mostra a dificuldade de haver um acordo”, explicou Juliana.

A situação é agravada pelo baixo nível dos estoques mundiais, uma vez que países como a China utilizaram grande parte de suas reservas estratégicas nos últimos meses, deixando o mercado mais vulnerável a interrupções no abastecimento.

Reflexos na economia brasileira

No Brasil, o impacto é sentido diretamente nas projeções de inflação. Embora os dados mais recentes tenham vindo abaixo do esperado, sinalizando um "refresco" para os preços, a nova alta do petróleo pode interromper essa melhora.

Juliana Rosa ressaltou que o Banco Central até chegou a registrar previsões mais favoráveis para a inflação no boletim divulgado nesta segunda-feira, mas o espaço para a redução da taxa de juros permanece estreito. Com a previsão de mercado mantida em torno de 14% (contra os atuais 14,25%), qualquer queda na Selic será tímida.

Um prolongamento do conflito a essa altura do campeonato traz riscos maiores de desabastecimento e disparada de preços... sufocando a situação financeira de famílias e empresas. Complicada a situação, viu gente? Não é bom não. --Juliana Rosa

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