O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, alterou o rito da investigação sobre a liquidação do Banco Master e decidiu que caberá à Polícia Federal (PF) definir a necessidade de uma acareação entre os envolvidos.
Inicialmente marcada de forma direta para esta terça-feira, a dinâmica agora dependerá da análise da delegada responsável, que colherá os depoimentos de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, e Ailton de Aquino Santos, diretor de fiscalização do Banco Central.
Os depoimentos estão agendados para as 14h e serão realizados de forma separada, predominantemente por videoconferência. Somente se a autoridade policial identificar contradições ou dúvidas persistentes nos relatos individuais é que será realizada a acareação, colocando os três depoentes frente a frente para responder aos questionamentos da PF. Todo o procedimento será acompanhado por um juiz auxiliar do gabinete de Dias Toffoli e por um representante do Ministério Público.
Repercussão no mercado e independência institucional
A convocação do diretor do Banco Central para este procedimento gerou forte polêmica nos bastidores financeiros e jurídicos. No mercado, consolidou-se um temor de que o Judiciário esteja interferindo em decisões técnicas da autoridade monetária.
Analistas avaliam que tal movimento pode abrir brechas perigosas para o questionamento da independência institucional do Banco Central em processos de fiscalização e liquidação bancária.
Entenda os próximos passos da investigação
- Depoimentos individuais: A PF ouve separadamente os três convocados às 14h para identificar a cronologia dos fatos.
- Análise de contradições: A delegada avalia se as versões apresentadas são convergentes ou se há necessidade de confronto direto.
- Sigilo e acompanhamento: O processo segue acompanhado pelo Ministério Público e pelo gabinete de Dias Toffoli para garantir a validade jurídica.
