Jornal da Band

Toffoli deixa decisão sobre acareação do Banco Master para a PF

Ministro Dias Toffoli determina que delegada avalie necessidade de confronto entre diretor do BC e dono do Master após depoimentos individuais nesta terça

CAIÃ MESSINA

29/12/2025 • 20:48 • Atualizado em 29/12/2025 • 20:48

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, alterou o rito da investigação sobre a liquidação do Banco Master e decidiu que caberá à Polícia Federal (PF) definir a necessidade de uma acareação entre os envolvidos.

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Inicialmente marcada de forma direta para esta terça-feira, a dinâmica agora dependerá da análise da delegada responsável, que colherá os depoimentos de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, e Ailton de Aquino Santos, diretor de fiscalização do Banco Central.

Os depoimentos estão agendados para as 14h e serão realizados de forma separada, predominantemente por videoconferência. Somente se a autoridade policial identificar contradições ou dúvidas persistentes nos relatos individuais é que será realizada a acareação, colocando os três depoentes frente a frente para responder aos questionamentos da PF. Todo o procedimento será acompanhado por um juiz auxiliar do gabinete de Dias Toffoli e por um representante do Ministério Público.

Repercussão no mercado e independência institucional

A convocação do diretor do Banco Central para este procedimento gerou forte polêmica nos bastidores financeiros e jurídicos. No mercado, consolidou-se um temor de que o Judiciário esteja interferindo em decisões técnicas da autoridade monetária.

Analistas avaliam que tal movimento pode abrir brechas perigosas para o questionamento da independência institucional do Banco Central em processos de fiscalização e liquidação bancária.

Entenda os próximos passos da investigação

  • Depoimentos individuais: A PF ouve separadamente os três convocados às 14h para identificar a cronologia dos fatos.
  • Análise de contradições: A delegada avalia se as versões apresentadas são convergentes ou se há necessidade de confronto direto.
  • Sigilo e acompanhamento: O processo segue acompanhado pelo Ministério Público e pelo gabinete de Dias Toffoli para garantir a validade jurídica.

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