O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a taxação de 30% do maior parceiro comercial dos americanos: México. Desta vez, a União Europeia também não escapou. Na carta endereçada à presidente, Claudia Sheinbaum, Donald Trump justificou a imposição da nova taxa à "falha do México em deter os cartéis de drogas”.
Já para a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, o republicano alegou que um dos maiores déficits comerciais que os Estados Unidos têm é com os países bloco.
Desde o começo da semana, Donald Trump ameaça com tarifas comerciais de mais de 30 países. O Brasil foi o que recebeu a maior taxação: 50%. Na justificativa, Trump mencionou uma suposta perseguição política no Brasil ao ex-presidente Jair Bolsonaro, réu no Supremo Federal Tribunal pelos atos golpistas de 8 de janeiro.
O americano cometeu um erro ao dizer que a balança comercial entre Brasil e Estados Unidos favorece os brasileiros. O déficit é justamente ao contrário.
“Trump sempre Recua”
A data anunciada para o tarifaço entrar em vigor é 1° de agosto. Mas aqui nos Estados Unidos muita gente acrediTa que Trump está blefando, repetindo um padrão que está sendo chamado pelos investidores de Taco. O termo do mercado financeiro surgiu como uma piada para descrever as táticas de negociação de Trump, particularmente em relação às tarifas comerciais.
A sigla "TACO" significa "Trump Always Chickens Out" (ou Trump Sempre Recua). Ela se refere à tendência de Trump de anunciar tarifas elevadas e, em seguida, recuar, adiar ou reduzir essas taxas.
Esse padrão aconteceu no primeiro mandato de Trump e se repetiu no começo de ano, quando ele anunciou uma série de tarifas, mas acabou voltando atrás.
Supertaxação ao Brasil
No caso do Brasil, alguns produtos importados são considerados estratégicos no dia a dia dos americanos. E o aumento de 50% praticamente inviabiliza o fornecimento, com preços que vão custar muito mais para só americanos.
O suco de laranja brasileiro, por exemplo, representa 70% do que é consumido nos Estados Unidos. O Brasil também é o maior fornecedor de café e de celulose, insumo básico para papel, embalagens e fraldas.
Entenda como o tarifaço de Trump pode impactar a economia brasileira
A indústria brasileira também está presente em pontos estratégicos, como cadeias produtivas, com o fornecimento de aço, ferro, peças e estruturas para construção civil. Outro produto que é a cara do americano, mas que vem direto dos pastos brasileiros, é o hambúrguer: a carne bovina usada para produzir é do Brasil.
Com a sobretaxa de 50%, esses produtos essenciais e comuns no dia-a-dia do cidadão americano vão encarecer e se tornar cada vez mais raros.
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