Versão Elizabeth Louro 2011. Paixão maldita cega um homem. Ele perde a cabeça e degola uma mulher. Coitadinho, não merece ficar preso.
Versão Elizabeth Louro 2026. Monique Medeiros foi massacrada pela opinião publica, condenada pelo machismo. Coitadinha, merece perdão. Você conseguiu entender alguma coisa? Nem eu.
Se a juíza compreendesse minimamente a luta das mulheres, a versão 2011 jamais teria perdoado um feminicida cruel. E a versão 2026 jamais teria atropelado o tribunal do júri que condenou Monique por omissão. Meritíssima, não é tão difícil entender. O que a sociedade está pedindo é punição rigorosa pra quem comete crimes bárbaros, seja homem ou mulher. Simples assim.
Agora o que a gente já entendeu claramente é que a juíza não gosta de crítica. Mas vamos fazer o que: noticiar essas loucuras e fazer cara de paisagem? Desculpa, mas não dá.
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