O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, não comparecerá ao depoimento programado para esta terça-feira (14) na CPI do Crime Organizado. A oitiva era considerada um marco para o encerramento das atividades do colegiado, mas foi cancelada após a apresentação de um atestado médico. Segundo nota oficial, Castro sofre de dores intensas nas costas e recebeu orientação médica expressa para suspender viagens e atividades presenciais.
Os parlamentares da comissão ressaltavam a importância da participação do ex-governador para esclarecer as estratégias e ações de combate às facções criminosas e milícias no estado do Rio de Janeiro durante sua gestão. Com a ausência, a expectativa agora se volta para a leitura e votação do relatório final da CPI, previstas para ocorrerem ainda nesta sessão.
Encerramento dos trabalhos e balanço da CPI
A tentativa de prorrogar as investigações por mais 60 dias foi formalmente negada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre. A justificativa para o indeferimento do prazo adicional foi a proximidade do período eleitoral, o que, segundo a presidência da Casa, inviabilizaria a continuidade técnica e imparcial dos trabalhos.
Ao longo de sua atuação, a CPI do Crime Organizado enfrentou dificuldades para ouvir figuras centrais do cenário político e jurídico brasileiro. Cerca de 90 pessoas convocadas ou convidadas pela comissão não compareceram aos depoimentos. Entre os nomes que declinaram ou não estiveram presentes nas sessões, figuram ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e outros governadores.
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